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Winnie the Pooh censurado em Espanha!

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Embora custe acreditar, vivemos num mundo em que o Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos e o Winnie the Pooh foi censurado.
Boh, como diriam os italianos, ou, puxa vida, como diria o meu pai.
Agora a questão é, que o ursinho amarelo mais fofinho do mundo tenha sido censurado na China, uma pessoa surpreende-se, mas pouco. A China esmera-se por bloquear tudo o que possa agradar aos chineses, desde o Google e as redes socias, até ao PornHub, passando pelo Dropbox. O Dropbox senhores! Não vá ser que alguém envie uma Dropbomba por email!
Mas que censurem o Winnie em Espanha, é, no mínimo, inesperado.
Ora o que aconteceu foi que sua Exa o Presidente Chinês Xi Jinping, veio fazer uma visita oficial a Madrid.
Ora vai daí, cortaram o trânsito por toda a cidade, para que o Exmo fofo pudesse passar tranquilo com a sua humilde entourage de 20 carros, e removeram o senhor que trabalha na Plaza del Sol vestido de Winnie the Pooh. Sim, é verdade, deu nas notícias que eu vi!
Portanto, houve algué…

O síndrome de Bridget Jones

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Ela disse que tinha coisas para me contar e eu disse que também, afinal, não nos víamos desde o Verão. Enquanto jantávamos só eu é que falava, ela assentia, ria, comentava, quem não conhecesse não notaria, mas eu sabia que ela estava estranhamente calada, como se estivesse à espera do momento certo. E lá está, depois de termos comido, bebido e repetido o “solomillo”, ela fez uma pausa dramática e anunciou que tinha que me dizer uma coisa. Eu tentei desviar-me da bomba: - Não me digas que também estás grávida ou que te vais casar, não me digas isso hoje! Ela sorriu, e procedeu a quase esmurrar-me os olhos com o pedregulho do anel de noivado, até então meticulosamente escondido nas mangas largas. E eu suspirei, tentei sorrir de volta com emoção, mas foi um fracasso. Em vez de um entusiasta Uau! Parabéns!, saiu-me um “Pfff és a milésima pessoa este ano que me diz que se vai casar, ou que está grávida, ou que pariu…”. Ao que ela respondeu, e muito bem: - E tu não estás feliz por mim??? Olha v…

Diz que está de moda...

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Ora então diz que está de moda um livro chamado Sapiens do autor israelita Yuval Noah Harari. Vi-o girar pelas redes sociais, sempre em mãos masculinas. O que poderia ser o nome de um manual de biologia, é um dos best-sellers do ano! De tanto o ver ficou-me na cabeça, até que um amigo me recomendou dizendo que aquilo era o que os homens liam e que se queria entender como os homens pensam, tinha que ler o Sapiens. Ora eu que nem sei como é que eu mesma penso, acho que isso de entender como os homens pensam está sobre valorado. Primeiro, gostaria de entender-me a mim, saber porque é que um dia acordo em modo Beyoncé no dia seguinte já acho que estou gorda mas, não obstante, vou comer nachos e crepes com Nutella. Eu, que nas segundas nunca quero fazer nada e quando chega o domingo e posso ficar o dia todo na cama, quero fazer tudo menos ficar em casa. Eu, que já não me cabe mais roupa no armário, mas nunca tenho nada para vestir. Eu, que não sei de que par de sapatos gosto mais, nem que mú…

Um peso na consciência

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Ando há três semanas com um peso na consciência, um remordimento na alma, uma comichão na dignidade. Roubei um guarda-chuva. Não foi um crime premeditado, não tive uma infância problemática, não tenho cadastro e não andei anos a elaborar um plano de assalto. Poder-se-ia mesmo dizer que agi em defensa própria. Não obstante, os factos são irrefutáveis, vim para casa com um guarda-chuva que não era meu e pretendo assumir as responsabilidades perante os meus atos. Não foi uma confusão, eu sabia muito bem que aquele guarda chuva não era o meu, principalmente porque se abria com um botão e o meu não.  No entanto, o que aconteceu foi que alguém levou o meu, ou guardaram-no noutro sítio, não estava claro. O que estava claro era que chovia torrencialmente, eu precisava ir embora, o meu guarda-chuva estava desaparecido em combate, fiz o que tinha que fazer para sobreviver sem me molhar. Mas depois disto nunca mais fui a mesma. Porque sempre que entro numa loja, num restaurante ou em qualquer sitio …

Um poema de adultos

Tenho saudades de quando éramos felizes sem saber Porque éramos apenas, Éramos sem ser. Éramos sem pensar. Sentíamos, E deixávamo-nos levar. Assim fizemos de todos os dias Um dia para lembrar. Os anos passaram, Porque o inevitável não se pode mudar, Mas as lembranças, Essas ficaram, E hoje fazem-nos perguntar: Onde é que os nossos sonhos pararam? Quando foi que deixámos de acreditar, De sonhar, de imaginar, de desejar… Algures pelo caminho da vida Perdemos o melhor que tínhamos para dar. Agora já está na hora De parar De ir lá buscar Esse je ne sais quoi Que nos fazia voar.

Já cá estou outra vez, desculpem a demora...

E finalmente chegou o Verão, a bem dizer chegou há mais de dois meses, os meus posts é que vão atrasados. Um dia não escrevi, deixei para amanhã. Mas veio amanhã e reconsiderei, se calhar não era assim tão interessante o que eu tinha para escrever, quando tivesse algo melhor logo escreveria. E foi assim que deixei de escrever, basicamente por achar que ninguém queria ler. Desisti. Atirei a toalha. Enfoquei-me no trabalho e nos meus workouts, boxe, jogging e toda uma parafernália de exercícios insuportáveis para esculpir glúteos pernas e abdominais, como se fosse agora começar uma carreira de top model depois dos 30. Não vou… Entretanto chegou o Verão e com ele a intransponível eminência de passar todos os minutos livres ancorada à beira-mar, no meu páreo redondo, onde cabe pelo menos uma família numerosa. Ironias do destino, hoje está nublado e não tenho nada para fazer, portanto decidi voltar a escrever. É uma decisão tão válida como qualquer outra, que andava a meditar há meses, provav…

Nunca mais é Verão!

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Ando um pouco confusa ultimamente, não sei se estou a viver em Barcelona ou em Moscovo. Ontem a temperatura ambiente decidiu jogar-se pelo precipício abaixo e desde então foi caindo, caindo, caindo… Hoje saí à rua com gorro, cachecol, guarda-chuva e toda a parafernália digna de um dia de Inverno em Amsterdam. Caminhando Rambla acima, reparei que havia algo de diferente na montanha do Tibidabo. Estava mais branca do que verde. Esbugalhei os olhos e fiz o maior zoom que a minha visão me permite, para ver se era mesmo neve ou se eram casas brancas, sabendo de antemão que dificilmente teriam construído casas brancas de ontem para hoje na montanha. Mas, vá-se lá saber, eu sou um pouco distraída, se calhar já lá estavam e eu nunca tinha reparado. Não, não estavam não, e efetivamente não estão. Foi só abrir o Google e apareceram logo as notícias sobre a nevada matinal que deixou o Tibidabo a parecer um requeijão. É a terceira vez que neva em Barcelona este ano, acho que da próxima já nem sequer…