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A sentencia das estrelas

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Ontem fui a um jantar peculiar.
Tinham-me pedido de antemão que enviasse a minha data de nascimento, local e hora exata. O anfitrião do jantar trouxe-nos um astrólogo que fez o mapa astral de cada um dos convidados. No princípio achei muito giro, até porque quando nasci também fizeram o meu mapa astral e nunca me explicaram com clareza o que é que dizia. O único feedback que recebi foi: não te preocupes, disseram-nos que ias ser muito feliz e que havia coisas muito boas na tua vida. E isto foi exatamente a mesma coisa que o meu pai disse à minha irmã. Só que ela nasceu 3 anos depois de mim e 4 meses antes do meu aniversário.
Desde então, pergunto-me se terão visto nos meus astros algum buraco negro e não me quiseram contar.
Ontem era o dia de dissipar todas as dúvidas. O astrólogo propunha-se a fazer uma interpretação da nossa pessoa de acordo com os elementos que nos influenciam, indicando-nos os nossos pontos fortes e as nossas debilidades, para podermos alcançar melhores resultados na…

Things I like

Porque às vezes há coisas que soam melhor em inglês...

I like chocolate, and I like pretty much anything with chocolate and/or nutella. I like travelling and learning from everything and everyone that I encounter, it keeps my mind open.   I like imagining how many stories the old streets and buildings would tell if they could speak. I like doing surprises, I like receiving surprises. I’m basically a very big fan of surprises because they make people feel loved, and I think everyone should feel loved.   I like giving presents to my parents because they had given me everything they could.   I like singing and dancing out of rhythm, as I hold no aspirations of ever becoming a professional singer or dancer.   I like laughing until tears come to my eyes. I like cheesy movies, horror movies, french comedies and italian romances. I like walking, running and not being stopped in general. I like summer days and summer nights, and I wish the summer would never end. I like the sea in any season and I …

O primeiro post de 2019

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Comprometi-me a escrever no blog uma vez por semana.
O último post data de 6 de Dezembro. Sou pois uma pessa sem palavra, mas com muito para dizer.
Por isso, pela centésima vez, voltei a escrever.
Vá, também não é bem verdade que tenha deixado de escrever, escrevo todos os dias no computador das 09.00 às 18.00h, entre outras coisas e duas viagens de comboio + dois autocarros, que ocupam 3 horas do meu dia-a-dia.
Não é que me queira desculpar, mas quando uma pessoa sai de casa e ainda é de noite, e volta a casa e já é de noite outra vez, quer dizer que não lhe sobra muito tempo livre.
Claro que houve as férias do Natal, mas aí estava tremendamente ocupada a não fazer nada.
Também não há assim tantas novidades, nasceram mais dois bebés da interminável lista das minhas amizades que decidiram produzir o milagre da vida à beira de uma nova recessão económica.  Sim, essa é a outra novidade, dizem que a crise voltará em 2019, por isso o melhor é mesmo aproveitar os saldos de Inverno.
Essa é…

Winnie the Pooh censurado em Espanha!

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Embora custe acreditar, vivemos num mundo em que o Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos e o Winnie the Pooh foi censurado.
Boh, como diriam os italianos, ou, puxa vida, como diria o meu pai.
Agora a questão é, que o ursinho amarelo mais fofinho do mundo tenha sido censurado na China, uma pessoa surpreende-se, mas pouco. A China esmera-se por bloquear tudo o que possa agradar aos chineses, desde o Google e as redes socias, até ao PornHub, passando pelo Dropbox. O Dropbox senhores! Não vá ser que alguém envie uma Dropbomba por email!
Mas que censurem o Winnie em Espanha, é, no mínimo, inesperado.
Ora o que aconteceu foi que sua Exa o Presidente Chinês Xi Jinping, veio fazer uma visita oficial a Madrid.
Ora vai daí, cortaram o trânsito por toda a cidade, para que o Exmo fofo pudesse passar tranquilo com a sua humilde entourage de 20 carros, e removeram o senhor que trabalha na Plaza del Sol vestido de Winnie the Pooh. Sim, é verdade, deu nas notícias que eu vi!
Portanto, houve algué…

O síndrome de Bridget Jones

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Ela disse que tinha coisas para me contar e eu disse que também, afinal, não nos víamos desde o Verão. Enquanto jantávamos só eu é que falava, ela assentia, ria, comentava, quem não conhecesse não notaria, mas eu sabia que ela estava estranhamente calada, como se estivesse à espera do momento certo. E lá está, depois de termos comido, bebido e repetido o “solomillo”, ela fez uma pausa dramática e anunciou que tinha que me dizer uma coisa. Eu tentei desviar-me da bomba: - Não me digas que também estás grávida ou que te vais casar, não me digas isso hoje! Ela sorriu, e procedeu a quase esmurrar-me os olhos com o pedregulho do anel de noivado, até então meticulosamente escondido nas mangas largas. E eu suspirei, tentei sorrir de volta com emoção, mas foi um fracasso. Em vez de um entusiasta Uau! Parabéns!, saiu-me um “Pfff és a milésima pessoa este ano que me diz que se vai casar, ou que está grávida, ou que pariu…”. Ao que ela respondeu, e muito bem: - E tu não estás feliz por mim??? Olha v…

Diz que está de moda...

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Ora então diz que está de moda um livro chamado Sapiens do autor israelita Yuval Noah Harari. Vi-o girar pelas redes sociais, sempre em mãos masculinas. O que poderia ser o nome de um manual de biologia, é um dos best-sellers do ano! De tanto o ver ficou-me na cabeça, até que um amigo me recomendou dizendo que aquilo era o que os homens liam e que se queria entender como os homens pensam, tinha que ler o Sapiens. Ora eu que nem sei como é que eu mesma penso, acho que isso de entender como os homens pensam está sobre valorado. Primeiro, gostaria de entender-me a mim, saber porque é que um dia acordo em modo Beyoncé no dia seguinte já acho que estou gorda mas, não obstante, vou comer nachos e crepes com Nutella. Eu, que nas segundas nunca quero fazer nada e quando chega o domingo e posso ficar o dia todo na cama, quero fazer tudo menos ficar em casa. Eu, que já não me cabe mais roupa no armário, mas nunca tenho nada para vestir. Eu, que não sei de que par de sapatos gosto mais, nem que mú…

Um peso na consciência

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Ando há três semanas com um peso na consciência, um remordimento na alma, uma comichão na dignidade. Roubei um guarda-chuva. Não foi um crime premeditado, não tive uma infância problemática, não tenho cadastro e não andei anos a elaborar um plano de assalto. Poder-se-ia mesmo dizer que agi em defensa própria. Não obstante, os factos são irrefutáveis, vim para casa com um guarda-chuva que não era meu e pretendo assumir as responsabilidades perante os meus atos. Não foi uma confusão, eu sabia muito bem que aquele guarda chuva não era o meu, principalmente porque se abria com um botão e o meu não.  No entanto, o que aconteceu foi que alguém levou o meu, ou guardaram-no noutro sítio, não estava claro. O que estava claro era que chovia torrencialmente, eu precisava ir embora, o meu guarda-chuva estava desaparecido em combate, fiz o que tinha que fazer para sobreviver sem me molhar. Mas depois disto nunca mais fui a mesma. Porque sempre que entro numa loja, num restaurante ou em qualquer sitio …