Martedi Grasso e dopo a Firenze


O contraditório do progresso é algo extremamente irritante: quantas vezes os carros, feitos para nos deslocarmos mais rapidamente, não nos obrigam a ficar parados, num não deslocamento mais lento que um caracol! E a luz quando falta que parece que a nossa vida entra em curto-circuito! E como não podia deixar de ser, o bendito computador, que tantas vezes encrava, sem como nem porquê, ou pura e simplesmente se recusa a fazer o que é suposto fazer, sem como nem porquê na mesma!
É pois um problema técnico computacional, que me tem impedido de postar com a devida regularidade, pelo que peço desde já desculpa. E aproveito para agradecer ao salvador da Dolce Vita: Rui, Rui para os amigos, Rui para os pais, Rui para a namorada, Rui e apenas Rui, obrigado!
E enquanto os computadores se engasgam com o software a vida aqui em Erasmus passa tão rápido que nem dá tempo para soluçar!
As beibes já vieram e já foram. Como nestas bandas o Carnaval é o mês todo, elas foram a Roma, eu fui a Veneza, mas mesmo assim ainda se pode dizer que passámos o Carnaval juntas! E depois juntas fomos a Florença.
Numa dessas noites de Carnaval, a grande noite aliás, a que chamam Martedi Grasso, lá estávamos as 5, na Piazza Sta Catarina, à espera do autocarro para a Esenza…. Uma hora depois, lá estávamos as mesmas 5, no mesmo local, à espera do mesmo autocarro. Eu, vestida de coelhinha, elas com máscaras ao estilo veneziense, compradas de propósito em Siena para a ocasião!
Ocasião que não se revelou tão especial como isso e vencidas pelo frio e pelo cansaço, as minhas amigas, companheiras de sempre por esses Carnavais na noite algarvia, desistiram de conhecer a Kadoc cá da zona… Não se pode dizer que tenham perdido grande coisa. Por ser uma noite especial, estavam as 3 pistas abertas, duas vazias e uma semi-cheia. Uns mais mascarados, outros menos, e depois aqueles que sempre há, que são os que estão mascarados o ano todo…
As fofocas do costume: o hooligan bem parecido que já estava bem bebido e deixou cair o telemóvel na retrete, e passou a noite atrás da espanhola popstar apesar de já ter 1 caso com uma outra ragazza, a qual não achou muita piada à brincadeira e agora não fala com ele. É Carnaval ninguém leva a mal… ou então não!
O francês e a catalã que estão juntos mas afinal não estão juntos, até porque os respectivos namorados(a) estão de chegada…
As inglesas que fazem do autocarro o Ídolos versão “bastaaaaa”, cada qual com um ragazzo, um deles italiano e o outro belga, o Micas! Mais uma noite em grande para este nosso amigo! (Rever post sobre a casa da Giullieta, nomeadamente os estados alcoólicos que marcaram a noite).

O dia seguinte começou de alvorada, às 8 da manhã a caminho de Florença.
Uma pessoa quando vai para Florença já vai na expectativa de ver flores, mas quando vai aos jardins Babolli, muito famosos de acordo com o livro da Rita, aí então é certo que vai ver flores. A menos que seja Inverno. Nesse caso, pagam-se 3€ e pouco para ver os jardins (renascentistas segundo o livro da Rita) com ervas daninhas e relva por cortar; a Torre Rócócó (já se sabe segundo o quê) que de Recócó nem rasto; as fontes sem água condizendo com as árvores de galhos plenos de nada; e as estátuas mais famosas que ninguém conhecia. Sendo Inverno existe ainda o possível bónus adicional de uma chuvinha daquela que cai do céu e molha. O que é que estavam à espera? Sim estamos em Itália mas chuva é chuva, é igual em todo o lado!
Enfim, flores só nos postais. Mas o rabo do David é bastante jeitoso, e o visitante pode aprecia-lo sentado, devido à boa localização dos banquinhos que se encontram dispostos por de trás da dita estátua. Aliás, se me posso queixar de não ter visto flores no jardim, e de não ter ido ao Museu do Terror com os Maiores assassinos de sempre para ir ver as flores do jardim, uma coisa da qual não posso reclamar é dos banquinhos. Sempre ali na localização perfeita, seja nas igrejas, sejas nas galerias. De madeira ou de pedra. Os banquinhos mostram-se disponíveis para acolher um corpo cansado, ou então dois (no caso eu e a Tania C.) que esperam pacientemente que outros 3 corpos tirem fotografias aos mais singelos detalhes de tudo o que não mexe. Que se as outras 3 tivessem os olhinhos a descair para o repuxado, de certeza que se confundiam nas excursões de japoneses, os turistas do clic. Assim, com um dia preenchido por clics, andámos à chuva em Florença. Fomos à La Croce ver os túmulos do Galileu Galilei e do Miguel Ângelo. Lá estavam sim senhor, de pedra como os túmulos em geral, com algumas linhas em latim que escaparam à nossa compreensão, e por dentro pó, supomos nós, como acontece a todos os mortos, principalmente aos que já têm mais 500 anos de morte. (Isto com os mortos é como com a chuva, é sempre igual).
Também subimos os 400 degraus e mais uns quantos (de acordo com o livro da Rita), da cúpula do Duomo que se ergue imponente sobre a cidade. Houve algumas reclamações, e o caminho foi longo, apertado, claustrofóbico até, mas Florença vista do céu é algo de imperdível!
Esta visão, juntamente com o David e o melhor gelado que comi na minha vida, compensaram a minha frustração “Babolica”.
É que o gelado era mesmo transcendentemente bom!

E pronto às vezes o progresso falha, mas quando acerta também é cheio: permite criar inetercâmbios como o Erasmus e companhias low cost para as nossas amigas nos virem visitar! J

Legenda: Eu, Rita e livro da Rita, na escadaria apertadinha da Cúpula; as 5 na noite de Martedi Grasso. Sim, existem fotografias melhores e mais bonitas mas houve uma certa pessoa que se foi embora sem as deixar no meu pc. Para futuras reclamações contactar Carla Barroso.

Comentários

Rita disse…
Boboli Alexandra, Boboli! e quanto às mhas fotos, tenho a dizer k a minha fabulastica machine manteve-se sem pilhas esse fabulastico dia todo! e ainda tenho a acrescentar que soh n vos levei pra um jardim cheio de flores por causa da mha rinite alérgica. e n me arrependo, teve imensamente mais piada assim! afinal em que outra ocasião haveria contexto para "opiñiões são como rabos, cada um tem o seu e pronto"?
Anónimo disse…
Carla carlinha...não se faz isso a Deus-Todo-Poderoso
Alê disse…
Ora esta... mas quem é que me chama Deus??????

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