Kirida xêgou!


Costuma-se dizer que os amigos estão sempre lá, para nós. E embora aprecie essa presença incansável, prefiro aquela outra mais concreta no tempo e no espaço.
Prefiro quando os amigos estão cá, e não para nós, mas connosco!

A casa já sentia saudades do barulho e da mesa da cozinha cheia. Eis então que esta quarta-feira, me entra pela porta o “compagno” vindo da Sicília e algumas horas depois, a Neuza e os pombos Iuri e Nocas. Quem me conhece sabe quem é a Neuza. Quem me conhece há muito tempo, já sabe quem é a Neuza há muito tempo. Quem não me conhece já teve tempo de perceber que a Neuza é a minha melhor amiga. Daquelas que estão sempre lá, mas que agora está cá! (Como o quarteto farense que esteve cá e agora está lá. Chicas, vocês sabem que também são as melhores)!
E antes de mais, aproveito para elucidar já os outros amigos que ainda estão por vir, sobre a viagem de comboio Pisa-Siena, que parece causar sempre alguns percalços. Primeiramente, após a aquisição do bilhete, é necessário validá-lo inserindo-o nos orifícios apropriados e amarelos, que se encontram dispostos pela estação. A não validação do bilhete pode implicar penalizações económicas. E depois, para aceder às linhas, o caminho é pelo túnel, descendo e subindo escadas. Não, não se pode andar a correr pelo meio das linhas de comboio, atravessando-as com as malas de um lado para o outro, como fez o Iuri com a Neuza e a Nocas. Resultado? Um maquinista furioso a chamar-lhe nomes, e que gentilmente lhes fechou a porta do comboio na cara, enquanto resmungava algo como “vê-se logo que são portugueses”… (Eu pessoalmente não percebi, mas eu agora, como referi num post anterior, sou brasileira. Sobretudo e principalmente agora, quando não bastando ter sido o Salazar eleito como maior português de sempre, fui informada de que o Tony Carreira e o Micael Carreira estão a liderar os tops, e de que a Floribella acabou mas vai voltar. Repito então para não deixar dúvidas: eu sou, definitivamente, brasileira!).
As boas vindas foram feitas com uma cena em grande como não podia deixar de ser, com bolo de canela carbonizado para sobremesa (eu já estava a estranhar os cozinhados saírem sempre bem, nem me sentia eu!) e noitada no Barone!
Mas a noitada de verdade foi ontem, na Enoteca!!! Com a comunidade erásmica reduzida a pouquíssimas unidades, as férias da Páscoa levaram toda a gente para casa, foi a comédia italiana!
Portadores da sua beleza tão peculiar, que só é bonita nos espelhos em que eles se olham, lá vinham os italianos, com o seu “charme” tão característico: cercavam-nos como leões na caça ao antílopoe, miravam-nos com o seu olhar profundo de peixe (um peixe qualquer, porque os peixes têm todos aquele olhar profundo), e davam o golpe final dançando em contacto connosco, como os pavões nos rituais de acasalamento. O Iuri já dizia que era namorado de todas nós, mas mesmo assim eles insistiam. A Enoteca uma selva, onde estas criaturas do reino animal italiano se movem, muito pouco subtilmente!
E nós? Rindo por turnos, cada vez que o ataque incidia sobre outra das presentes que não nós próprias. Nessas ocasiões a coisa torna-se verdadeiramente divertida! Então se formos com a Ana, é gargalhada na certa, porque ela nunca repara que o maior cromo do local em questão, está a fazer a dança da chuva atrás dela… e segue bailando sorridente… afinal, estamos na noite de Itália!!! Madonna Mia!!!
Esta noite, vou optar por levá-los ao Tea Room, algo com mais classe e bolo de chocolate!

Quando se vive feliz, é difícil estar ainda mais feliz. Mas há pessoas que o tornam possível!
E olhando pela janela vejo que é hora de ir acordar essas pessoas. O sol voltou a brilhar em Siena e vamos passear!

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