A verdadeira estória sobre Sábado à noite


Mentir, é traduzir a realidade num idioma inventado por nós. É fotografar a verdade com uma lente em forma de caleidoscópio. É pintar um quadro do dia com as cores da noite.
Mentir, é pedir o mundo emprestado e faze-lo à nossa maneira, ainda que por poucos instantes.

O último post foi feito no Domingo. E o último Domingo foi dia 1 de Abril, também conhecido por Dia das Mentiras. Assim sendo, venho por este meio repor a verdade dos factos, que foram devidamente falsificados em homenagem à data!
É verídico que tivemos um jantar no andar de cima, e é verídico que não sei como lá cabemos todos, apesar de na verdade sermos apenas 13. O menu não foi caviar nem lagosta, foi a tradicional pasta de atum e lasanha. Fui eu que cozinhei, juntamente com a Ana e a Alana, e embora seja difícil de acreditar, tanto a minha pasta de atum como a lasanha foram bastante elogiadas. E isto é mesmo verdade! A sobremesa não foi creme au chocolat, foi melhor, foi o arroz doce da Ana. E eu que não gosto de arroz doce, quando quis repetir já não havia!
Não tendo sido o jantar caviar e lagosta, subentende-se que as compras no Conad foram mesmo humildes, mas não por isso menos pesadas. Que o diga eu e a Ana, que carregámos tudo sozinhas. Entretanto a Vanessa chegou a casa, vinda de Milão, onde foi fazer caretas para debaixo da janela do TRL da MTV italiana. Apareceu na televisão mais do que uma vez! E repito, todas as informações deste post são absolutamente factícias! Mas se por um lado a Vanessa está confortável em andar na rua aos saltos para aparecer na MTV, por outro, nunca subiria para cima da coluna da Essenza armada em exotic dancer (vá-se entender esta juventude!...). Na verdade, ela estava tão cansada da viagem que nem sequer foi à Essenza!
Por falar em Essenza há que dizer que a viagem até lá foi feita de autocarro, sem qualquer glamour; que a discoteca estava completamente vazia (a Ana contou 50 pessoas mas a Ana também já estava a ver as coisas um bocadinho a dobrar, portanto não é um dado seguro); que a Alana passou o tempo quase todo sentada no sofá e bastante longe de qualquer coluna; que a Matilde não fez um striptease, apesar de que quando estavamos em casa nos ter mostrado no quarto como as suas calças caiam, sem reparar que a porta estava aberta, e tendo reparado depois tarde de mais, quando o Sean já a havia também visto que as calças lhe caiam, embora ele negue tudo; que a Ana não estava enrolada, mas antes foi enrolada pelo Lavinho, um sujeito que tem quse um metro e meio e que anda sempre de pala (para a discoteca principalmente) e a quem a palavra cromo assenta na perfeição (ainda melhor que a pala); que o Beckham não subiu ao palco, não agarrou no microfone e não disse que era gay, porque nem sequer estava lá, mas em Roma ( e o I will suvive também não passou); que não havia nenhum anúncio de um perfume, não existe uma marca nova chamada Morbidus, embora mórbido signifique realmente suave em italiano; que principalmente não estava lá o Sérgio Maronni. A foto foi tirada dias antes, na cantina, com um rapaz italiano que lá estava e de quem eu nem sei o nome, mas que de perfil se assemelha ao Sérgio Maronni, sobre o qual também é totalmente verídico que é troppo bello!
O regresso a casa foi tão pouco glamoroso como a ida. Nunca fomos perseguidas por um príncipe árabe (não o Rahim não existe e se existe nós não o conhecemos), mas antes fomos perseguidas por um indivíduo estranho que veio atrás de nós desde a paragem do autocarro até ao Babo Natale e não descansou enquanto não falou comigo. E que mesmo depois de eu não ter mostrado interesse recíproco em falar com ele, insistiu em continuar a falar e a seguir-nos, a tal ponto que a Alana, ameaçava já agredi-lo com os sapatos de salto alto em punho!
É pois verdade que fomos ao Babo Natale, é verdade que lhe chamamos Babo Natale (embora possa não ser tão carinhoso como isso), e é já claro que não houve quaisquer negociações entre o Rahim e o Babo Natale, dado a inexistência do primeiro. Também não houve comida porque apareceu a polícia e mandou toda a gente para a casa. Aparentemente o Babo Natale não tem licença para vender comida aquelas horas. Ai que a burocracia italiana ainda é pior que a portuguesa! Onde é que já se viu exigir uma licença ao Pai Natal para poder fazer biscoitos de Nuttella para as criancinhas! Se estivéssemos em Portugal já estavam a dizer que por isso é que as coisas estão como estão e que no tempo do Salazar é que se vivia bem! Porque ouvi dizer que o Salazar foi eleito “o grande português”(a partir de agora digo sempre que sou brasileira).
Ninguém foi comer para a Piazza até ao sol nascer, fomos todos para casa dormir. O Sean não mergulhou na fonte antes se envolveu numa discussão com a polícia, porque tinha fome e estava no direito de comer. Não foi preso, foi para casa cambaleando (e com fome). Também com fome e pouco equilíbrio regressou a minha amiga Ana.
E eu, antes de dormir, como já vem sendo costume, subi em desespero ao andar de cima, para que me ajudassem a tirar os brincos.

Eis então a verdade nua e crua.
E por tudo isto, Domingo foi decididamente, um dia de descanso!

Legenda: Segio Marone, o verdadeiro

Comentários

Anónimo disse…
WOW!
Lolly disse…
Bem, de frente, o rapaz n é assim tao parecido c o Serginho quanto isso, lamento informar... Mas Alexandra Marina: agarraste o rapaz, do nada, no meio do refeitório para tirar uma foto contigo?lolol esta brasileira meia portuguesa com nome alemão e com influências algarvias é louca!! Beijoooooooooooka!
Alê disse…
Lolozinha devias te-lo visto de perfil!! Sim, raptei-o no meio do refeitorio para tirar uma foto.. u know mi!! ;p
carla sá disse…
opa és fantástica...
eu topei que não era totalmente verdade...mas tive que ler até ao fim. Muito giro...! bela imaginação!
beijo grande pra ti*

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