Anita nos carrinhos de choque


Aroma de Primavera, com pétalas de sol
Estrelas, nas noites em que o vento é ilusão
Dias azuis e saias amarelas
Lábios de melancia
Chinelos que ficam presos nos espaços do chão...

Saio à rua, respiro fundo, abro as janelas:
E vejo chegar o Verão!

Pois é, faz calor em Siena! E que sem fim de coisas traz o bom tempo! Traz novas colecções par as montras, traz promoções em que por um dia todos os soutiens custam 5€, traz concertos e traz novos amigos (tópico a ser abordado num próximo post).
Mas até agora, a grande surpresa que nos trouxe o cheirinho a Verão foi o Luna Parck! Não se deixem iludir pelo nome pois trata-se na verdade de uma “fêra”!!! Que boas recordações que eu tenho da “fêra”! Em Faro, a esmagar a Neuza no canguru, a ver a Bi a chorar no Crazy Dance, a comer farturas… em Lisboa, nos tempos áureos da Feira Popular, a andar de pónei e bater nas bolinhas daqueles carroceis que têm água. Aqui não há póneis, nem carroceis com água, e tão pouco há Crazy Dance ou Kanguru. É uma coisa pequenina, dentro da Fortezza, mas até da para ganhar telemóveis e máquinas fotográficas, e peixinhos e passarinhos! E tem o Ranger, e como não podia deixar de ser, o clássico, os carrinhos de choque!!!
“Sabes conduzir os carrinhos de choque?” perguntou-me a Ana como se estivesse em questão um Boing 707. E com esta pergunta e a minha cara de banana aberta ao contrário, começa a fabulosa aventura de: Anaguida na sua quinquagésima tentativa de conduzir um carro de choque!
É que sim, até eu sei conduzir um carro de choque. E isso basicamente diz tudo sobre o grau de dificuldade de tal operação. Mas a Ana dizia que só ia se fosse comigo, porque já tinha tentado e não conseguia sair do mesmo sítio (e faço questão de deixar aqui bem enfatizado que há quem só se sinta seguro comigo ao volante!). Ora bem, lá fomos. Eu guiei primeiro, mas ela, em vez de prestar atenção a como se fazia (porque tem técnica!) passou o tempo a chocalhar de um lado para o outro e a gritar que ia ficar com nódoas negras. Vai daí quando trocámos, olhou-me cheia de confiança e disse “Xana, isto vai correr mal”. Bom, se calhar não estava assim tão confiante como isso. De facto, nos primeiros segundos andámos em círculos tipo peão, conforme nos iam batendo. Mas depois ela apanhou o jeito e conseguiu tirar o carro daquele epicentro espiral em que nos encontrávamos. O problema era quando ela se tentava desviar, porque para se desviar de um ia bater em 2! Porém, o desvio é uma operação que já requer uma certa experiência e estamos claramente a falar de uma iniciante! O resto correu muito bem, os impropérios que gritou aos outros condutores saíram perfeitos! E não houve carro ou rebordo da pista em que não tivéssemos chocado. Mas não é chocar, o objectivo dos carros de choque?
Foi sem dúvida melhor viagem de sempre, num caminho sem estrada e num carro sem marcha-atrás. E o melhor de tudo, estou convencida de que a Ana descobriu em si um talento escondido!

Comentários

neuza disse…
=D Eu imagino a Ana com os seus característicos desabafos a protestar com os restantes condutores...lindo!

Que saudades de ser esmagada por ti no kanguru...good times ;)

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