Por aqui...


Por onde quer que vá, vejo jibóias que engoliram elefantes, não vejo chapéus. Vejo segredos num manto azul, não vejo explosões que viajam a anos-luz. Vejo pálpebras a relaxar, não vejo pessoas a dormir. Vejo gaitovas e vejo cangarejos. E por onde quer que vá, o meu estôgamo vai sempre comigo.

Por aqui, vejo os dias a passar como se fossem todos apanhar o comboio!
A propósito de transportes, é sempre bom partilhar com os meus leitores o sofrimento que vai ser apanhar o autocarro amanhã às 7.30 da matina! Urbino, Rimini e San Marino, cá vamos nós! À chuva, ao frio, com as discotecas ainda fechadas por não ser “época” e com 50 turcos que não conhecemos de lado nenhum… a viagem promete!
Sou eu a Vanessa e a Alana, mais a Júlia e a Matilde, e os “chicos” (e os 50 turcos e outros Erasmus de partes estranhas da Europa).
Depois quando voltar quem é que eu vou encontrar? Um brasileiro, uma portuguesa e uma outra que é os dois. Ou seja, papai, mamãe e mana. Quase todos os Erasmus passam por essa experiência de receber a família na sua vida erásmica. E até hoje, todos sobreviveram, até o Menchaca! (E principalmente, até a mãe do Menchaca!). Portanto vão correr tudo bem e vai ser bastante bom ir comer a restaurantes e “mostrar” algumas lojas à minha mãe...
Além do núcleo familiar é também altamente provável que volte para casa e encontre 3 sicilianas amigas do meu “compagno”, que me vão aterrar cá em casa esta noite. Já deviam ter chegado, mas como se não perdessem um meio do transporte, não podiam ser verdadeiramente amigas do Menchi, perderam o comboio e só chegam mais tarde. Entretanto chegou uma encomenda, que ele tirou do correio com grande entusiasmo! O entusiasmo deu lugar a uma tremenda desilusão, quando descobriu que não era mais uma das suas “encomendas” mas uma carta da minha irmã para mim.
Ontem estivemos a fazer terapia de grupo até às 3 da manhã. O objectivo: sinceridade total sobre as coisas que não apreciamos tanto umas nas outras. Os resultados não foram tão eficientes como eu pensava. E ao mesmo tempo que andávamos nós nestas conversas psicológicas estavam os chicos na “Pantaneto” a fazer um torneio de pró-evolution, a beber cerveja e a cantar a música do Oliver Aton. Pois é, tenho que admitir que, às vezes, nós somos de facto um bocadinho mais complicadas que os sexo oposto. Mas é só um bocadinhooooo!
O torneio acabou às 7 da manhã e hoje não falavam noutra coisa (a terapia foi recalcada).
A minha professora de Comunicação Pública não gosta de mim, e acha sempre que eu sou espanhola.

E assim me deixo por aqui…

Legenda: eu nao vejo a Essenza, eu vejo uma forma piedosa de tortura...

Comentários

espirito_Ninja disse…
olha,eu vejo uma grande escritora que só por acaso é uma menina muito bonita...mas só por acaso :)
**
Alê disse…
grande escritora?? bonita?? oooooooooooh! como é bom ter amigos! ;)

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