Adios Mari, te veo despues...


Ninguém gosta de despedidas. Porquê?

Começou oficialmente a época do “Ciao”. É uma época de ventos fortes (que nos sopram coisas para os olhos e nos fazem chorar).
A esta hora a Maria já está em Barcelona. Ontem à noite despedi-me dela dizendo que depois nos víamos na Piazza, apesar de saber que nenhuma de nós ia à Piazza. E vai ser assim com todos e com tudo: “até logo”, “até depois” (até sempre).
A Maria esteve connosco apenas 4 meses mas foi o suficientemente para ficarmos amigas e nos rirmos bastante. Desde os estudos minuciosos que fazíamos na Piazza às estratégias de aproximação dos italianos até ao roubo da sua toalha amarela e à célebre frase “Un attimo!Un attimo!” (ver post “Banhos de noite” mais abaixo).
Hoje também se foram embora os 3 amigos do Menchaca de Valência, e na quinta é o próprio Menchaca que vai para Espanha fazer exames e só volta na altura do Palio, quando eu já não estou cá. O que significa que amanhã é o meu último dia com o meu “compagno” preferido… o meu Harry Potter (a propósito, ele entretanto descobriu que no princípio do nosso “rapporto” eu lhe chamava Harry Potter, a reacção não foi a melhor mas tudo se superou com harmonia).
Significa também que não estando os 3 amigos do Menchi no seu quarto, não estará o dito cujo a dormir no meu e por conseguinte, não serei acordada pelos seus roncos estilo moto-serra.
E principalmente, significa, que de Valência a Barcelona, passando por Tenerife, Logroño, Córdoba e Madrid, tenho casas com portas abertas para me receber, em cada recanto de Espanha!
E neste preciso momento, em que me encontrava escrevendo este preciso post, a campainha tocou. O Menchaca, apesar de ter o quarto em frente à porta estava estirado na cama e não se deu ao trabalho de atender, de modo que tive de ir eu, com a minha toalha na cabeça. E surpresaaaa!!! Eram os 3 amigos de Valência que se tinham ido embora! Como todos os espanhóis que já tivemos cá em casa, incluindo a mãe do Menchaca e as suas amigas, perderam o avião! Não há espanhol que não tenha vindo à Via Casato di Sopra sem antes (ou depois) perder um avião!
O que por sua vez significa que afinal vai ser mais uma agradável noite com concerto by Menchi pela madrugada, na cama ao lado da minha.
Enfim, feita de imprevisto é a vida de Erasmus! Como ontem que o Bush veio a Siena mas quem cá esteve realmente foram o Presidente de Itália e o Presidente da Alemanha. Ou como hoje, que fomos jogar ténis, e eu e a Irene estávamos a ganhar “facilito” o jogo de pares contra o Menchi e o Juanma, quando uma cãibra muito forte, devido a não ter aquecido como deve ser, me impediu de continuar a jogar. Como sei que os meus progenitores são leitores assíduos deste blog, esclareço desde já que estou bem, que não foi preciso ir ao hospital e até já comprei na farmácia um gel para lesões musculares (e já agora, tenho comido fruta e lavado os dentes todos os dias!).

E quanto à questão inicial, para mim é simples: ninguém gosta de despedidas porque ninguém gosta de se separar da felicidade, seja por quanto tempo for.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O síndrome de Bridget Jones

Já cá estou outra vez, desculpem a demora...

Aproveito o 8 de Março para dizer que as mulheres deviam ganhar mais do que os homens