Casita nova!


Hoje não há introdução porque não tenho tempo.

Ora aqui estou em a estudar em Itália com um calor descomunal lá fora. Estes últimos dias têm sido dias de crise. Estou farta da comunicação pública, da comunicação social, da comunicação política, da comunicação interna, da comunicação externa, da comunicação autoprodotta, da comunicação eteroprodotta e da comunicação que tivemos de inventar para a empresa dos transportes públicos.
Aliás, estou tão farta de comunicação que acho que vou mudar para algo radicalmente diferente tipo… engenharia civil! Oh! Até já me estou a imaginar no meio dos homens das obras de capacete, sexy e amarelo, na cabeça!
Bom, este Domingo houve festa na Piazza para festejar a vitoria da Mensana! A equipa de basket de Siena ganhou, pela segunda vez, a séria A (campeonato italaiano). E nós, eu e a Alana, assistimos de pé, ao erguer da taça pelo capitão dos BiancoVerte, também conhecido como o nosso fornecedor de bilhetes grátis. Parecia que iam perder o jogo, já iam a quase 20 pontos de distancia, mas a vontade de ganhar falou mais alto e pimba! “I campioni dell’Italia siamo noi!!!”
Nessa mesma noite eu não pude ficar na piazza a festejar pois tive que ir concluir a minha mudança! Sim, a menos de duas semanas do final de Erasmus, tive que me mudar de casa por motivos alheios ao meu conhecimento.
È então da minha nova casa que hoje vos escrevo. Aqui não tenho televisão mas tenho Internet. A minha janela dá para o corredor do prédio e passo a noite a ouvir quando é que as pessoas a chegam a casa e a levar com a luz das escadas, porque a cama é em frente à janela. Para compensar esta janela infeliz, tenho uma varanda que dá para a lixeira das obras. As obras, como hoje tive o prazer de constatar, começam cedo e com toda a força. De modo que depois das 8 da manhã é já impossível dormir no meu quarto, que por fortuna, além de ter a janelinha a dar para o corredor, está situado justamente por cima do apartamento em remodelação!
Comigo moram mais dois rapazes espanhóis, o Lúcio e o Javi, e um rapaz italiano, o Mauro. O que significa que pela primeira vez desde que estou em Itália, estou de facto a falar italiano!
Em termos mais gerais, significa também que a tampa da sanita está sempre para cima e que há um estendal com roupa interior masculina para todos os gostos, a enfeitar a sala. (E temos 1 sofá na sala e tudo! E é muito bonito quando nos sentamos os 4 no sofá, a olhar para o fogão – porque como já mencionei acima, não temos televisão).
Amanhã vamos fazer uma “cena” luso-espanholo-italiana para celebrar a minha chegada a esta residência!
E amanhã também vou ter um exame oral em que pela ordem de inscrição sou só a 40ª! Vou ficar pelo menos duas horas à espera da minha vez! Que animaçãoooooo!
Quase tão animado como quando fui pela 10ª vez à lavandaria buscar o meu vestido branco manchado e o trouxe para casa igualmente branco e manchado como quando o tinha deixado lá.
Quase tão animado como o senhor das impressões que, como eu não passei lá no minuto em que ele abriu a loja, pensou que o meu pedido era uma brincadeira e deitou fora o budget dos posters que eu havia requisitado para o plano de comunicação da companhia dos transportes…
E principalmente, quase tão divertido como as escadas, em jeito das da Catedral do Duomo de Firenze,que tenho de subir para alcaçar a minha nova casa no penultimo andar.
E mais divertido que tudo isto só mesmo a minha relação com o meu novo chuveiro, que tem o rectangulo vermelho para a direita o azul para a esquerda, mas é só para enganar! Porque na verdade dá água fria para os 2 lados! (ligeiramente mais gelada para o lado da "água quente"). Para ter àgua quente propriamente dita é abrir o chuveiro no meio.

Enfim.. conclusão: vou jantar à mensa porque o meu caseiro deitou fora a pouca comida que eu tinha deixado no frigorífico, porque não conseguia carregar tudo para a casa nova de uma só vez. E como ainda não tive tempo de ir ao Conad as minhas posses na nova cozinha resumem-se a uma garrafa de óleo, uma de azeite, paprika e caril (foi tudo o que consegui resgatar das mãos do caseiro).

Legenda: os meus novos “compagnos” (e o estendal com os boxers para todos os gostos, no fundo, à esquerda) !!!

Comentários

Carla disse…
amor.. o capacete de engenheiro civil é branco... o amarelo é mesmo de trolha... :)
Alê disse…
eu sou uma pessoa democrática. Para mim essa coisa da segmentação social por cores é uma forma de discriminação! Portnt o meu capacete havia de ser amarelo para dar um sentido de pertença aos meus trabalhadores e assim estimula-los a trabalhar + e construir prédios em uma semana! :)
Carla disse…
tnh saudades tuas... kdo é k voltas? n deites os teus apomtamentos do curso fora... preciso :)

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