Festarola chez moi!


Previsão “metearásmica”: bons tempos até ao fim!

Sentada naquele clima nervoso de pré-exame, relia os meus apontamentos com uma certa calma. Afinal eu era o número 40…
Mas afinal fui das primeiras, e nem tive que responder a nada! Os professores decidiram que quem tinha feito o exame intermédio e o trabalho do Plano de Comunicação podia ficar com a nota média dos 2 e dispensar de fazer exame oral! Sendo que a minha média era 29, o que para mim é o mesmo que 30, já que pelas equivalências da FSCH 29 e 30 equivalem sempre a 17, aceitei a oferta! Ok, se calhar podiam ter avisado uns dias antes e eu escusava de ter estado a estudar compulsivamente numa noite e um dia. E poderia ter ido aos anos do Tom, e poderia ter ido às compras, e poderia ter dormido…
De qualquer modo foi melhor do que o que sucedeu a outros companheiros de Erasmus que ficaram lá das 3 às 6.30, para depois lhes dizerem que tinham de voltar na segunda-feira. (A vida é bela em Itália né?)
Bela de verdade foi a “cena” luso-espanholo-italiana que fizemos cá em casa em celebração da minha mudança e da multiculturalidade da nossa residência!
Fizemos, talvez não seja a conjugação mais adequada, porque tudo o que eu fiz foi partir batatas e picar uma cebola… O Lúcio fez a sua famosa tortilla, o Mauro fez pasta em representação do país anfitrião, e a Ana trouxe arroz doce em nome de Portugal e da minha pessoa, que não foi talhada para as artes culinárias.
O Javi não fez nada mas também não comeu. E ainda apareceu no jornal! Os nossos “chicos” ganharam o torneio universitário de Siena! E ontem podia ler-se no “Corrière di Siena”, como título da foto da equipa: “Spagnoli tropo forti!”
Veio a Matilde e a Júlia, a Ana a Vanessa e a Alana, e mais o Juanma. Depois vieram os espanhóis do andar de cima e o Alfonso que fazia anos! Como tínhamos a porta aberta por causa do calor, alguns conhecidos que iam passando no corredor aproveitavam também para entrar.
A sala estava transformada no “Ponto de Encontro”, o leque vermelho pululava de abano em abano, as bebidas iam-se rápido, as barrigas estavam cheias, a música dava vontade de dançar e o espanhol misturava-se com rasgos de italiano e pitada de inglês! Esteve-se muuuuuito bem!!! Obrigado meninos!!! (Porque eles agora metem-se a ler o meu blog com sotaque português. Que para eles significa falar como um peixe dentro de água com uma batata quente na boca).
Até o vizinho italiano, conhecido como “Prima Régola” participou na festa! Participou justamente para relembrar a “régola” de não se poder fazer barulho depois das 11…
Eu acho que devia haver uma régola que proibisse 1 – pessoas idosas e infelizes viverem num prédio onde só moram Erasmus; 2 – uso do berbequim, martelo e qualquer outro instrumento da família dos ruidosos às 7h da manhã! Está bem que o prédio está em remodelação. E eu até posso suportar os cortes de luz nas escadas, os baldes de cimento, os andaimes e os homens das obras na entrada, mas o BRRRRRRRRRR, PUM PUM PUM em baixo da minha janela (que dá para o corredor) às 7 da manhã, é impossível!!! Ninguém merece!!! Sobretudo se for alguém que passou os dias da semana anterior a levar com os roncos do Menchaca! E verdade seja dita, que comparado com o barulho das obras, o roncar do Menchaca era música de embalar…
Mas enfim, enquanto esta nova legislação não é aprovada, lá vou eu mais a minha almofada, estrategicamente disposta de modo a cobrir-me os ouvidos, para o sofá da sala, às 7 da manhã…
Mas a verdade é que podia ser pior… Podia ter-me montado na moto do Chino ontem à noite e ter ido para ao hospital, como aconteceu ao Javi e ao Diego. Que agora não só vivem com os barulhos das obras, como estão cheios de pontos e pensos…

Conclusão: há sempre alguém pior que nós, e em Erasmus estamos sempre todos bem! N’importe quoi!

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