Happy Hour



E esta é, indubitavelmente, a prova comprovada, de que eu já sou grande: fui a um "happy hour"!

Não é que a minha vida esteja a abrandar de emoção, só que tenho recebido notícias da pátria amada, que não podem passar impunes ao meu relato (entenda-se comentário)!
Então é assim: eu tenho um amigo que agora arranjou um emprego na estação de Cranaxide, é melhor escrever terceiro canal se não ainda pensam que ele anda por aí a picar bilhetes nos autocarros. Vamos directos ao assunto:o programa ainda não estreou e o meu amigo já é famoso! Dizem essas fontes fidedignas, revistas Marias e afins, que a jornalista Clara de Sousa anda envolvida com o jovem motorista da SIC (que é o meu amigo, que por acaso não é motorista é assistente de produção). Isto porquê? Porque a viram a sair de braço dado com ele do Hard Rock! Ora então pois claro, nada mais óbvio, estão juntos e provavelmente até se vão casar! Aliás, muito me espanta, que perante a irrefutabilidade e veemencia do facto de terem saído de braço dado, as revistas não tenham anunciado também a boda!
Depois tenho outro amigo, que é baterista duma banda que toca em bares com morcegos nas paredes, mas que gosta de teoria política e de todas as cadeiras chatas que polulam CC.Este meu amigo não tem carta de condução e anda a estagiar como cameraman. E veio hoje contar-me, às 7.45 da manhã (hora braisleira) que foi mais o seu chefe, cobrir o maior incêndio que alastrava em Portugal (2 mil héctares de floresta queimados). E vai daí, o chefe saiu com a câmara atrás até se perder nas trevas do fumo, abandonando o meu amigo no veículo, a metro e meio do incêndio. Ora, face às chamas de dois metros que se avizinhavam, o que é que o meu amigo que não sabe conduzir fez? Isso mesmo, espetou o carro contra um muro, na tentativa de o salvar de uma explosão. Eu diria que foi bem sucedido, já que o carro sobreviveu, ficando apenas sem uma porta (o meu amigo disse que ficou amolgada mas eu suspeito que seja eufemismo, de qualquer modo, vai ter de levar uma porta nova). Mas no geral, pode-se dizer que a missão de resgate foi 1 sucesso! E o chefe o que é lhe que disse em agradecimento? "Tu não sereves mesmo para nada! Nem um carro sabes tirar!".
É para que vejam caros leitores, o que não falta por aí é gente mal agradecida...
Eu por cá passo na rua e vêm atrás de mim perguntar se não sou uma cantora nova chamada Roberta Vaz (que eu não faço a mínima de quem seja e tenho medo de descobrir). Peço dois pães de queijo pequeninos, enfiam-me dois grandes, pergunto se há meias da Dim, respondem sim, e trazem-me meias da Tri-fi ou algo assim, com buraco para o dedinho (Dim, dedinho, é tudo a mesma coisa). Perguntam-me se não me esqueci de umas medalhinhas de Nossa Senhora, convictos de que a resposta será afirmativa, de tão devota que é a minha cara. O autocarro passa por mim e não me vê, apesar do esbracejar intenso, e então, toca de ir a correr de salto atrás dele. A meio da viagem irrompe uma árvore pela minha ajnela e toda a gente acha muito engraçado (claro, tem sempre piada quando é na janela do vizinho). A senhora do banco ao lado diz que eu me devia benzer, e devia mesmo, que depois o motorista também se esqueceu da minha paragem de descida, apesar de eu estar em pé ao lado dele a dizer, repetidamente, "pode parar aqui". Mas depois da dos pães de queijo, já me conformei de que, decididamente, não falamos a mesma língua.

Esta semana fizemos o nosso primeiro Happy Hour! Eu, Marina, Camila e Flávia e muito corte e costura, caipirinha, chope, polenta, etc.
Fomos as últimas a sair do escritório, ou pelo menos julgamos que sim, pois quando perguntámos se o Chefe também já se tinha ido embora, a Camila respondeu, "Êli não gritou quando eu apaguêi a luiz". E isto chegou-nos para irmos descansadas para o nosso Happy na Vila Madalena (o lugar do agito!). A Camila prometeu gente Super-Bonita naquele bar, mas nem Super nem Bonita. Sucede que foi ali que ela conheceu o seu namorado e que ele a pediu em namoro, e então ela generalizou a situação. (E se um dia acabarem ela há de dizer que ali só tem "cárinha idjióta").
A título de curiosidade, o meu mais recente colega de trabalho parece ter abdicado dos estampados e das camisas desabotoadas, e apenas o cinto com a águia de asas abertas em pose central, tem lugar cativo nas suas vestes.

Mas Happy Hour mesmo mesmo mesmo Happy, vai ser amanhã, quando forem 5.30 e eu não tiver de acordar!!!

Legenda: Em volta do computador: colegas tentando aprender a mexer na área restrita do site, sob a direcção do ex-colega, Gustavo (o que está a tirar notas nas duas fotos é a nova aquisição da empresa, a tal...); ao centro Marina e Camila, em baixo Flávia e Gu, depois eu, que para aparecer em alguma foto no meu ambiente de trabalho e arredores, meti-me na casa de banho e tirei umas quantas (mas foi só depois do expediente! E acho que numa delas até é possível visionar o papel higiénico no cantinho esquerdo..)

Comentários

Ness disse…
LOOOL, o post mais hilariante de sempre! Ai amiga, a tua vida dava uma novela... Mas das boas, das brasileiras! Ai ai... :,D
Alê disse…
Vi! Qd tava a tirar as fotos na casa de banho, lembrei-me de tiiii!
Enolough disse…
Em defesa do amigo baterista devo dizer que o relato está bastante hiperbolizado... Mas sim, é verdade que ele foi o herói do dia ainda que ninguém tivesse compreendido isso.

Cintos de cabedal com águias é fixe :)

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