Portugal visto daqui - tudo o que o Globo repórter não contou sobre o Sto António!



Tiro uma fotografia ao acaso. Sai uma coisa qualquer, mas não sei se é ele. Dificilmente será. Afinal de contas está escuro, e a coincidência não tem flash…

Se calhar foi por acaso, aquele acaso negro à inglesa, que neste fim-de-semana prolongado (feriado do grito do Ipiranga) fez sol em toda a região de SP menos no litoral, onde faz sempre sol. E lá fui eu para Paúba (litoral) apanhar céu encoberto na praia e vento nos cabelos. Mas já que “ci siamo” vamos ao mar! (Porque eu sou dona de uma bravura tremenda!). Bom, isto até podia ser verdade mas, por acaso, não é. O que se passou foi que andava uma abelha a perseguir-me insistentemente pelo areal, de modo que, não tive outra alternativa se não fazer-me à água! Já eram poucas as pessoas na areia e no mar não havia mais ninguém se não eu, mas tenho cá para mim que não era por acaso…
Coincidência das coincidências foi eu estar no Brasil e estar em frente à televisão à hora de 2 distintos programas de reportagens de países, quando as reportagens eram justa e respectivamente, sobre Siena/Toscana e sobre Portugal!!!
Sucedeu que por acaso, o meu primo que vinha ter connosco e levar-me a sair não veio, e eu fiquei em casa a ver televisão. Da primeira vez já não me lembro porque foi. Só me lembro de ver o Palio e saber que eu estava ali algures, ao pé da fonte; de ver a Torre e saber que a entrada custa 7€; de ver a Piazza e saer que mais para a esquerda há uma geladaria e mais para a direita a rua que vai dar à casa onde eu vivi; lembro-me de ver aparecerem as lojas e saber que era a Via Banchi di Sopra; e principalmente, lembro-me da jornalista perguntar se a corrida dos barris não era perigosa, e de saber que ela era pouco dotada de perguntas oportunas. De um lado o Palio, uma corrida onde morrem jokeys e cavalos, e se não morrerem os adeptos matam-se entre si. Do outro lado o empurra barris ladeira a cima. No meio a senhora jornalista, que vai e pergunta ao senhor empurrador do barril, se a corrida dos barris não é altamente perigosa!!!
Mas vamos falar de Portugal! (Do Tejo para acima porque o resto devem pensar que é Espanha). Das ilhas só falaram das Berlengas e da praga das gaivotas. Segui-se o Gerês com legendas. Mas quando chegou a parte do mirandês, que nem eu percebia, acharam que já não era preciso legendar. O que era verdadeiramente desnecessário era a passarem a luta de duas senhoras de idade avançada, “armando o maior barraco” no eléctrico. No entanto teve a sua piada as mulheres “saindo no tapa” com uma delas encarando a câmara no final para dizer “Olha a estúpida a bater-me!!!”.
Mostraram os does típicos e as cozinheiras gordas e de buço por fazer (e depois estranha-se que a mulher portuguesa tenha fama de ser feia). Explicaram que há os pastéis de nata e há os pastes de Belém, os quais só podem ser chamados assim, na loja dos Pastéis de Belém, em Lisboa. Espero pois que tenha ficado claro que aqui no Brasil não há Pastéis de Belém e que a partir de agora mais ninguém me venha dizer o contrário.
Apareceu o brasileiro Tiago Justino que, citando a repórter “é um conhecido actor em Portugal” (pela família e pelos amigos, suponho eu).
Falaram também de um pescador que foi concebido num barco da ria de Aveiro.
Mas o auge foi quando mostraram o Sto. António de Lisboa! Infelizmente só filmaram de dia e por isso não apanharam a verdadeira festa! Apanharam um altar do santo, onde eu andei a atirar moedas coma Maga a Nês e a Marina, numa dessas noites populares! E o resto conto eu agora, em exclusivo no l-d-v para o mundo inteiro: foi uma caminhada ao sabor da multidão, saltitando de bailarico em bailarico até às 5 da manhã. Fingir que ´ramos inglesas para convencer o senhor polícia a tirar uma fotografia connosco! Sempre com um copo na mão, ou dois, se andou da Sé ao Castelo e do miradouro ao Cais do Sodré, onde o comboio não tinha bancos para todos nem chão que chegasse para os que dormiam. Estive com o Gui e com o Xico, e com o ex. Eu e o ex discutimos (como não podia deixar de ser em noite de tradições) constantemente interrompidos por 1 bêbedo que dizia que estávamos a ser filmados para um programa dos apanhados. Digerida a coisa, eles foram comer sardinhas até porque Sto. António sem sardinhas, só para mim que tenho trauma da vez que fui parara ao hospital com uma espinha entalada na garganta, e só nas reportagens do Brasil sobre Portugal.
A peça acabou com uma música português cantada em Brasileiro. E eu já agradeço a Deus de não terem posto o Roberto Leal a cantar…

Arrepiei-me num momento em que tocava um fado na banda sonora… porque eu, por acaso ou por vontade divina, sou italiana de paixão, sou alemã e espanhola de nome, sou brasileira de sangue e de passaporte, e depois, mas antes de tudo, sim! Sou portuguesa, com orgulho e com certeza!



Legenda: noite de sto. António em Lx – Maga (a que toca piano e bebe cerveja mas nas fotos aparece a dormir), Marina (que nessa noite estava loira), Nês (a que bebe dois de uma vez), Gui (o da barriga de fora), Xico (o da t-shirt amarela), Alexandre (o grande).

Comentários

Enes disse…
Ahhhhhhhhh! que nostalgia!
hehe fartei-me de rir!
já tenho saudades ;)
beijissimos
Tambem vi isso!! ahahahah as velhas a cantarem o fado no electrico! Bela a imagem que tem de portugal! AHAHAHAHAHAHA Nota: a Marina era a unica k n tava bebada! HEHE Ja a Nessss.....

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