A minha aldeia



No fim do verão de 2004, eu chorava mais que cano rebentado. Ia viver sozinha para Lisboa. Não queria! Queria ficar em Faro porque Faro era o meu mundo!
Foi o cenário de dias felizes e aventuras 1000 e por isso é aqui que estão as memórias da minha vida pré 18 anos: o ciclo, o liceu, os amigos, os namorados, as primeiras incursões nocturnas, o ténis, o basket…a minha Terra do Nunca! Foi em Faro que eu cresci, mas não foi em Faro que fiquei grande.

Agora volto a Faro e já é Outono. Já passaram os dias na praia e as noites tórridas e excitantes das festas de Verão do Algarve. Já passaram os cortejos e os festejos da recepção ao caloiro. E por isso agora não se passa nada. Nem sequer os amigos e as amigas estão cá todos e muitos dos que estão planeiam sair o mais rápido possível!
Há uns prédios novos, umas monstruosidades publicitárias da Modalfa e do Modelo quase há porta de minha casa e mais um estacionamento que fechou. É uma cabala contra mim! Andam a fechar todos os poucos estacionamentos não pagos que eu conhecia! O de Algés fechou para construírem prédios, este, fechou para ser melhorado. Vai daí encontraram esqueletos nas escavações e agora está indeterminadamente fechado sabe-se lá para quê. Em Roma também é assim: só há duas linhas de metro porque sempre que tentam fazer outras, encontram ruínas. O que diferencia as duas metrópoles é que Faro não tem metro e não é uma metrópole. E aqui encontram-se esqueletos, segundo a minha amiga Ana Rita. No entanto, a minha outra amiga Ana Rita, mencionou que a escavadora se tinha era deparado com ruínas. Porque em Faro é assim, as notícias correm de boca em boca com os respectivos efeitos colaterais de deturpação de informação, e metade dos habitantes do sexo feminino chamam-se Ana Rita.



No meio, uma das Anas Ritas, a da versão dos esqueletos.

A feira de Santa Iria está cá! Vou lá hoje que é o último dia. Já me disseram que este ano tem montanha russa mas tiraram o Ranger e a Nuvem (esses dois clássicos). Mais não desvendo pois arrisco-me a ficar sem assunto para o próximo post…
Mas em Faro ainda se apresentam desafios aliciantes como eu prevejo que seja o épico “tirar o carro da garagem de meio metro por meio metro e voltar a estacioná-lo”.

Engraçado como o facto do meu mundo ter crescido tanto desde esse Verão remoto de 2004, e sobretudo neste último ano, fez este meu mundo encolher até ficar tão pequenino como um bairro de São Paulo, dos com menos gente.

Hoje, Faro já não é o meu mundo.
Mas é a MINHA aldeia, com muito orgulho e carinho!

Legenda da primeira foto: eu e Suse, um brinde à nossa aldeia!

Comentários

Tiago disse…
Linda como sempre*
zeca disse…
Não há nada como conhecer o mundo e saber onde nos sentimos melhor, ha quem prefira as grandes metropoles a quem não goste, a quem prefira viver do grande e fugir para o pequeno e outros que preferem viver no pequeno e fugir para o grande, não há forma nem ciência para tal.
Só viajando saberemos quem somos e o que valorizamos!
Agora o que sinto é que qualquer que seja a nossa escolha não devemos perder o nosso tempo de viver, e nas filas do trânsito de São Paulo ou noutra cidade qualquer não é com certeza o melhor sitio...

Bjs
Alê disse…
quem é zeca??
Tiago, lembro-me de ti sim! E n posos deixar de responder a alg q segue atentamente o meu blog! Só q no msn diz q o destino da resposta à tua msg n é valido. espero q leias isto ..
Tiago disse…
Li sim senhora. Obrigado por teres respondido. Se quiseres responder à minha msg, algo que eu gostaria muito. Podes mandar adicionar-me no MSN: tmfonseca@msn.com

bgd

beijos

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