A primeira impressão



Fez ontem um ano que pisei a Terra do Nunca pela primeira vez. Foi a 4 de Fevereiro de 2007 que cheguei a Siena, de malas e bagagens com excesso de peso em sonhos e expectativas. Usei-os todos!

Não foi um aniversário celebrado, mencionei apenas a alguns amigos íntimos e pensei. Pensei que foi há um ano mas que podia ter sido a meia hora atrás, porque eu lembro-me de cada segundo.
Lembro-me geometricamente de todas as arestas, ângulos e vértices das minhas primeiras impressões: de achar que ia viver num castelo, cujas ruas eram pouco dadas à arte da condução automóvel; de pensar que jamais iria aprender os caminhos, projecção que não falhou completamente posto que, 5 meses volvidos, havia ainda vezes em que não conseguia abrir a porta de casa, porque estava a tentar abrir a porta errada!
Lembro-me de pensar que o super-mercado era demasiado longe, e de depois passar a ir lá como quem vai à casa de banho…
Lembro-me de quase ser atropelada enquanto tentava fotografar a porta de casa para fazer o primeiro post sobre Siena; lembro-me do cheiro do corredor da entrada; lembro-me da voz estridente da Vanessa (que agora já posso dizer que achei estridente e até algo irritante) e lembro-me do Sean que foi “obrigado” a vir carregar as minhas malas.
Lembro-me de ficar desiludida por não termos uma sofá nem uma sala de estar, e de também não ter ficado propriamente rejubilante com as reduzidas dimensões do meu quarto ou com a porta que não era porta, mas uma coisa de plástico meia transparente. Mas depois na nossa não sala sem sofá juntaram-se dezenas de pessoas (mais do que 10 pelo menos) em grandes jantares, torneios de poker, jogos de futebol ou corridas do Alonso! No meu quarto minimalista coube meio Algarve, todo ao mesmo tempo, e a porta nunca foi 1 problema.
Lembro-me de pensar que a Ana não ia gostar de mim porque ele estava a comentar depreciativamente o decote de uma apresentadora italiana e como eu também uso decotes… mas depois ela explicou-me que a mim ficam-me bem, já à apresentadora de 60 anos, é discutível…

E então, a primeira impressão é que conta?
Não! Contam todas!
Porque eu ainda me lembro de tudo…


E é assim que eu olho para trás!

Comentários

Ana disse…
A minha primeira impressão já foi à uma eternidade. Demoramos 7 horas (entre fotos aqui e ali) da stazione à via delle terme! k ridiculo!!! E kd finalmente chegamos descobrimos k tinhamos de subir 3 andares com 2 malas de 30 kg!!! Mas foi o dia mais fixe da minha vida!!! bjs
Ale disse…
n, desculpa, o mlhr dia da tua vida foi aquele em q fomos a Pádova... aquele q envolveu acordares-me no autocarro à bofetada com as mãos a agarrar a boca pq precisavas (urgentemente!) de 1 saco plástico...

Grandes momentos! ;P

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