A minha Marina-metade



Ela chama-se Marina, eu também.
Eu fiz Erasmus em Itália, ela também.
Ela é brasileira, eu também.
Eu tenho um nome estrangeiro que ninguém sabe escrever, ela também.
Ela gosta do dia criança, eu também.
Eu sou da “class” de 2007 de CC da Nova, ela também.
Ela é alta, eu também.
Eu tenho uma carteira preta às bolinhas da Parfois, ela também.
Ela foi viver para São Paulo, eu também.
Eu voltei, e agora ela voltou também!



A última vez que estivemos as 4 juntas foi no Verão, antes de eu ir estagiar para o Brasil. Depois a Marina foi também, a Margarida optou por França e a Inês trocou a praia e as noites de sono pelos turnos das 6 da manhã da Rádio Renascença.
Eu fui a primeira a ir e a primeira regressar, meses depois veio a mademoiselle Margarida (que em francês aparentemente é nome de vaca e toda a gente gozava com ela por causa disso), e a semana passada voltou a garota de Ipanema, que na verdade morava na Mocca, e que foi para o Carnaval de Forianópolis achando que estava um arraso com a sua mini-saia pelo joelho e as suas sabrinas brilhantes. Conta a própria, que não havia uma rapariga sem saltos, top espampanante, cabelo saído do salão, e shortinho bem reduzido à la mode do Brasiuuuuuuu!
Puxou a saia para cima, mas já não havia nada a fazer, a não ser alegar que estava mascarada de freira…
Estórias muitas estórias, fotografias, abraços, beijinhos, todos esses métodos assassinos de saudades foram usados ontem à noite.
Muito usado foi também, um certo casaco da Zara, presente em duas cores e 3 pessoas. Mas enquanto a Margarida me perguntou se eu tinha alguma coisa debaixo do casaco, alguém disse à Marina que o casaco dela era de velha, e por aí, ao contrário do que primeiramente possam ter pensado, já mais ao menos se adivinha que estas Marinas são muito diferentes uma da outra!
E talvez por isso mesmo se completem, ou talvez até sejam mais parecidas do que pensam, e vai dai não interessa nada!
Dá igual se eu acho a minha mala cor de laranja um máximo e se ela diz que é o máximo da pirosice…
Não interessa nada se para ela uma mini-saia é até ao joelho ou se para mim o dia da árvore é completamente insignificante.
Que importa se ela diz ténis e eu digo sapatilhas, se ela de vez em quando fala à tia e se eu de vez em quando falo à algarvia…
É a minha Marina-metade! E eu não poderia estar mais feliz por ela estar aqui, e por a Maga estar aqui, e por a Nês também estar aqui!

Ora visto que estamos todas, para quando a cafézada?



A outra metade deste post em: "alguns ajustes" - http://www.entreatto.blogspot.com/

Comentários

Anónimo disse…
A palavra começa a ficar gasta, mas acho que nunca a senti tantas vezes, como no ultimo ano: SAUDADES!
E agora esta ressaca emocional, em que apetece dar a braços a toda a gente a toda a hora.
Que as coisas mudem, mas não demais, porque "em que equipa vencedora não se mexe". certo?
Ale disse…
uai q ela ag até já percebe de futebol! bliscões é que não! ;P
Anónimo disse…
eu tambem nao

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