Aulas de Dança do Ventre em 3 posts

Terceira aula: as alunas

Agora já só falta falar de nós, as alunas.

Nós somos muitas, das mais variadas idades, formas e tamanhos. Sucede andarmos pela rua com cântaros, bastões e espadas debaixo do braço. Há solteiras, comprometidas, casadas, divorciadas e grávidas também!
Uma vez sentei-me ao lado da grávida no aquecimento e jurei para nunca mais, porque ela, com uma barriga de 5 meses, consegue tocar com as mãos na ponta dos dedos dos pés, e eu não! Imaginem a minha frustração!

Na maior parte das aulas, parecemos robots com falta de óleo, a dançar o thriller do Michael Jackson, em espírito porém, somos autênticas Valquirias!

Falamos de homens, mal, na grande generalidade das conversas, falamos de livros, de filmes, de espectáculos, da família da professora, das nossas próprias famílias, de viagens, de férias, de crianças, de trabalho, de comida e claro, falamos do dono da escola!

E dançar? Sim, dançamos sempre enquanto falamos! E dançamos bem, ou pelo menos estamos convencidas que sim, até a professora dizer que estamos a fazer o movimento ao contrário, o que é suposto ser outra parte do corpo a mexer, que não aquela que estamos a movimentar.

Nas aulas aprendemos termos verdadeiramente interessantes, aplicáveis a qualquer conversa de actualidade, ou de intelectuais:
- Na Obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, o Walter Bejnamin expõe a questão da segunda guerra mundial como um prazer estético pela destruição.
- Com o “camelo invertido”, que nos destrói a coluna mas é muito mais estético que o “camelo na diagonal”, confirmei que de facto a humanidade pode nutrir uma prazer estético pela destruição.

- O que é que a Carla Bruni tem de tão especial? Aposto que ela nem sequer sabe fazer um “shimi”!

- Já ouviste falar na nova moda dos funerais na lua?
- Olha, eu é que não morro sem conseguir executar perfeitamente o “círculo da lua”! E o do sol também!

- Eis a minha solução para o sistema de ensino português voltar a entrar nos eixos: aprenderem todos, alunos, professores e ministros, a dançar o “Lamabada” (que não sei se se escreve tudo junto ou em partículas)...

Mas isto das danças árabes engana! No outro dia andávamos nós a dançar uma música super alegre, onde a cantora desbobinava coisas em árabe igualmente super alegres! Ou então não, porque afinal, o que ela estava a dizer com tanta alegria era “Desculpa mas não te amo. Acabou. Não te amo. Apareceu outro, tem os olhos mais bonitos do que tu!”.

Por muito leigas que ainda sejamos na matéria, somos alunas de dança do ventre e não temos vergonha de o dizer publicamente!

Comentários

Anónimo disse…
LOL! Estes da dança do ventre foram os melhores d sempre =D
E sinto mt pelo cabelo branco... M d certeza k vais dar uma bela grisalha! Dp pods fzr parte do maravilhoso mundo do cabelo azul-bebe ou rosa-morango =)

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