Um ano aos soluços e 3 meses depois



A garagem encolheu.

O pai, que não telefonou a semana inteira, resolveu telefonar para uma e para outra justo no momento da surpresa. Não atendemos. Mas pai que é pai não desiste de falar com os seus rebentos assim tão facilmente! Ela atendeu e mentiu. Disse que estava no autocarro a caminho de um jantar, que ia apanhar o comboio pela manhã e que estava com o meu telemóvel porque o dela tinha ficado em casa a carregar e então trocámos (Right! Como se nós fossemos trocar telemóveis assim, nem trocávamos o cartão nem nada, era logo tudo!). Mas pai que é pai é inocente e algo leigo no que toca a telemóveis e então acredita.
Mesmo assim, não desiste de falar com o outro rebento e insiste! Mas agora ele já sabe que ainda estamos vivas portanto não se atende.
A gasolina ameaçava acabar sem aviso, depois de Almodôvar. Chamadas de emergência foram feitas para as amigas, que num Verão remoto foram passar férias a Almodôvar. Mas nenhuma delas sabia quanto tempo é que ainda faltava para chegar a Faro (são amigas minhas e basta)!

Chegámos.
Agora há mais carros nos arredores da minha casa, porque os prédios novos já estão todos habitados.
Abrimos a porta temendo que os progenitores saíssem empunhando armas brancas como vassouras ou o set de colheres de pau que uma vez o pai ofereceu à mãe no dia da mãe (pai que é pai também é algo leigo em matéria de prendas do dia da mãe) …
Em vez disso, nada de reflexos rápidos, já estavam quase a dormir. Foi com muita tranquilidade que se decidiram a vir espreitar quem é que lhes estava a entrar pela casa adentro à meia noite…(porque é sempre bom manter a calma nestas situações).
SURPRESAAAAAAA!!!
E os pais ficaram tão contentes que até se esqueceram de como estavam cansados e com sono e começaram logo a providenciar alguma coisa para comermos (pais que são pais são assim, altruístas).

Já não conheço bem o meu quarto. Não sei onde estão as coisas, nem sei que coisas é que estão ou não. Mas sei que são 6 anos e muitos meses e fins-de-semana de memórias neste meu quarto… As paredes conhecem-me bem!

De manhã, acordei com vontade de abrir a janela da varanda.
Fiquei a olhar para a montanha, para os prédios da frente, para as árvores e para as pessoas (as poucas de Sábado de manhã) que se atravessavam na rua.
Sorri.

Este vai ser um fim-de-semana em casa, para variar!

Comentários

Anónimo disse…
bem-vinda a Faro :)
carla disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
carla disse…
bem bom digo-te jah... bem bom
Unknown disse…
Afinal ir a casa é sp ir a casa e não há nenhuma cm aquela q nos dá conforto e mimo. Parece q ficamos com uma calma maior e uns olhos mais brilhantes! Ir a casa é bom!!!=) e por mais sítios que passemos, nunca nenhum nos vai fazer sentir como a nossa casa, o nosso ninho!=D
Bjinhos***

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