"Woman... I can hardly express..."

"After all I'm forever in your debt,
And woman I will try express,
My inner feelings and thankfullness,
For showing me the meaning of succsess,
oooh well, well,
oooh well, well,
(...)
So let me tell you again and again and again,
I love you (yeah, yeah) now and forever,
I love you (yeah, yeah) now and forever,
I love you (yeah, yeah) now and forever,
I love you (yeah, yeah)..."

Woman by John Lennon

O Dia da mulher não é por acaso.
Não é capricho capitalista nem fetiche de fragilidade.
Não é um dia para as coitadinhas, pobrezinhas das mulheres, pelo contrário, é um dia para homenagear as fortes e lutadoras. As que morreram num incêndio de um 8 de Março distante, cercadas pela polícia enquanto reivindicavam melhores condições de trabalho na fábrica onde estavam empregadas.
As que queimaram os soutiens, as que foram atropeladas por cavalos enquant protestavam, as que foram Prémio Nobel, as que foram Presidentes da República, as que foram vencedoras de Óscares, as que ganharam medalhas olímpicas, as que fizeram espionagem, as que foram votar!
E todas as que fazem história no anonimato, mesmo aquelas que renegam este dia, que o denominam de machista, e que se recusam a receber flores.
Ironicamente, talvez o dia da mulher até seja mais significativo para essas do que para as outras que vão jantar fora ao novo rodízio de pizzas da cidade e dançar o resto da noite com uma garrafa de sangria do Lidl debaixo do braço, em recintos onde haja espectáculos de strip!
Ou então não. No fundo, é igual para todas. Justamente porque a desigualdade (que ainda existe) é um mal comum, e todas beneficiam do debate e da publicação das estatísticas.

Também não foi por acaso que o meu dia da Mulher foi especial!
É certo que os meus amigos não quiseram participar no strip amador masculino apesar de eu me voluntariar para inscreve-los (e de haver 1 prémio em de 100€!); e certo é que, durante o dia, assim que chegámos à praia as nuvens cobriram o sol e havia cães por todo o lado e cenas indecentes nas dunas.
Mas depois é sempre bom recebermos prendas de Natal em Março!



Éramos as únicas no rodízio do glamoroso Mercado Municipal, vulgarmente conhecido por “Praça”. O garçon, ouviu da Tânia um “Ai agora é que me sujou!” e ainda por cima não havia casa de banho. A Tânia, posto que era uma vítima, devia ter ido pedir à cozinheira para reabirir a cozinha (depois de nós termos dito que não queríamos mais nada) porque afinal a Rita e a Bi ainda queriam mais pizza doce… Acabei por ir eu convencer a senhora a sujar a bancada que havia acabado de limpar para fazer mais uma pizza para duas pessoas… Ignorei um “já agora também fazíamos mais pizza de presunto” dito nas minhas costas e elas lá comeram mais meia pizza de chocolate com leite condensado.
Mas as massas eram mesmo boas, e as pizzas também, embora algo excêntricas (carne assada, cachorro quente, creme de pasteleiro…).
Foi tudo temperado com ataques de riso compulsivos a propósito da “verdade sobre os alimentos”, programa televisivo em que fizeram uma experiência onde entubaram os gases de um senhor para determinar que alimentos provocavam este tipo de reacção no nosso organismo. Fomos rindo intercaladamente, cada vez uma com os dentes pretos da pizza de chocolate. E a sangria do Lidl, que ilegalmente nos acompanhou, camuflada num saco de mercearia, pelas casas nocturnas da Rua do Crime (e assim nem parece que estamos a falar da baixa de Faro), deu um toque de requinte à nossa serata!

Mas como o que é bom acaba depressa, Domingo ao fim da tarde já estava a atravessar o Tejo (ainda com esperança de que o Benfica ganhasse).
O Benfica não ganhou e o treinador despediu-se.
Eu também, mas volto na Páscoa!!!

Beijinhos
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Comentários

Anónimo disse…
Já se estava mesmo a ver... Quem te conhece já sabe que deve esperar neste dia a famosa história das mulheres coitadinhas que carbonizaram pelos nossos direitos!**
Anónimo disse…
lava os dentes brandao :P

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