"Ahí mey voy ahí te dejo Madrid..."

Como celebrar o feriado da liberdade? Ir de mini fim de semana para Espanha (esse grande símbolo da independência nacional), claro está!



Fui a Madrid ver Siena.
Porque é isso que acontece, em qualquer parte do mundo, cada vez que os erasmus se juntam.
Sentados a beber umas cañas na Latina, o conhecido bairro para tapear e fazer botellón, eu, o Juanma, a Irene e o Javi relembrámos os bons velhos tempos. O Juanma é aquele espanhol que um dia, por acaso e por efeitos secundários do álcool, deu uns beijinhos na minha amiga Vanessa na Essenza. Estão juntos desde então! A Irene era a “novia” do meu compaño Menchaca e o Javi foi um dos meus 4 house-mates na fase final do Erasmus, quando eu me mudei da Via Casato di Sopra para San Pietro (na rua de cima).
Falámos daquele momento e do outro, de todas as pessoas e mais algumas, e cada 1 sabia coisas erásmicas que os outros não imaginavam. Sim, parecíamos as velhas do corte e costura, as comadres da janela, os ex-combatentes de Angola quando se encontram, e depois? Falar de tempos felizes só pode deixar as pessoas bem dispostas!



Os dias fizeram-se solarengos, com os termómetros quase nos 30 graus. E enquanto em Portugal as pessoas foram todas para a praia, em Madrid, na falta dessa possibilidade, eu andei das portas da Europa aos jardins Sabatini, passando pelo Santiago de Barnabeu, pelas torres Colón, pela Cibelles (pronta para a celebração do Real que um Valladolid desmancha prazeres não permitiu), o sol, a plaza mayor, o palacio real, e todos esses pontos do “rotero de gris” (roteiro dos gringos) que o Juanma carinhosamente concebeu para mim. Carinhosa e tacticamente, há que acrescentar, uma vez que vim a descobrir que ele evitou propositadamente a Gran Via e a Calle del Carmen, onde na verdade há um colossal número de lojas de grande interesse turístico, tais como: Zara, Bershka, Pinky ( a catedral das Pinkys com 4 andares!), H&M, El Corte Inglés, Fnac, e sapatarias várias. Na minha doce inocência e infeliz ignorância, só poucas horas antes da minha partida é que alcancei este oásis, ficando pois incapacitada para explorá-lo convenientemente. Em contrapartida, naveguei no lago do Retiro de lés a lés, numa barca a remos, em ambiente suigeneris: o suposto charme campestre perdia-se nos troncos espadaúdos e soutiens de renda ao léu, na senhora que foi separada do marido e dos 3 filhos porque só são permitidas 4 pessoas por barca, e que se expressava em impropérios afundando um remo para cada lado enquanto gritava “Onde vão!Eperem por mim!(Impropério)”. Havia também um avô muito pouco talentoso para a coisa que culpava os netos pelos factos de não conseguir tirar a barca do lugar “A culpa é toda vossa, tinham que estar sentados aqui onde eu vos disse!”. Eu cá dei os meus ares de professional, porque afinal, o que é uma barca para quem já fez rafting nas cataratas do Iguaçu?
Andei também de Porshe descapotável pelas calles, o que não se revelou tão glamoroso como possam imaginar, por não estar propriamente em sintonia com a minha franja que, de penteada para o lado, passou a espetada por toda a testa...



Completamente perdida em “plantas” e corredores e cantos e recantos de salas e mais salas, no meio de 100 mil italianos, apercebi-me de que não gosto dos quadros do Renascimento nem dos da época de ouro, nem da tortilla de espinacas do Prado. E também não simpatizei muito com um português que andava na secção medieval do supramencionado museu, a apontar para os ursos e vacas e a dizer que conseguia fazer igual ou melhor. Um belo urso me saíste tu!

E no último dia SURPRESAAAAA! Encontrei uns amigos do Menchaca, que o foram visitar a nossa casa em Siena, ao mesmo tempo que a minha amiga norueguesa e o namorado alemão, marcarando uma das melhores semanas da história da minha dolce vita!

Regressei de comboio durante a noite, tal como havia ido. Consegui dormir (dentro do estilo) e hoje no escritório era uma espécie de zombi, mas uma espécie de zombi feliz!

Madrid não é uma cidade mágica, mas é definitivamente um lugar a ir mais vezes!

Comentários

Tiago disse…
És uma rapariga fascinante, mesmo não te conhecendo pessoalmente, mesmo só te vendo ao longe nos corredores da faculdade o tempo em que lá andavas, mesmo só lendo o teu blog. Não consigo deixar de pensar em ti.

Beijo
ness disse…
Rotero de gris??? LOL Acho q n era um roteiro assim tao "cinzento" ale... E ao q parece rotero nem sequer existe... M ao q consta os guiris n tiravam os olhos d ti portanto axo k p o caso n interessa.

PS - Ao q consta tb n era o Valladolid, era o Villarreal, m o q interessa é q t divertist AH e tive c o menchaca hj, ta na mesminha malukeira total so um pouco mais palido (provavel/ do mau tempo ingles, parece k odiou akilo, havias d ver a felicidade dele a ver a bandeira d espanha na praça colon enkt chamava nomes aos tais guiris la d cima), akele homem é uma peça... Ate p a semana entao! Woohoo! =D
Ale disse…
baaaah o juanma fala mal dpx cm é q eu posso escrever bem??? ;P
o menchaca mais pálido ainda???
oh dear...
da-lhe um supe rhipe mega beso meu e na semana q vem lá te espero em coimbra pa maluquice! a proposito podiaos combinar ir juntas! dpx vemos isso então
besitoooooooo

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