Massagens, magnums e um maestro

Era uma vez o estigma das massagens que me perseguiu enquanto procurava incessantemente o contacto do maestro, depois do senhor do café me ter vendido o magnum que eu não pedi (sem que a minha perspicácia se apercebesse a tempo!).

Eu explico.

Esta semana na minha empresa é a “Semana do bem Estar” e por estes dias, entre cursos de cozinha saudável ou de obesidade infantil, também podemos participar em workshops de maquilhagem ou beneficiar de massagens. Mas cada pessoa só se pode inscrever numa actividade, porque convenhamos, isto é uma empresa do Psi20 e não os tempos livres da Chasfa, que eu em tempos frequentei.

Ora essa coisa das massagens requer um contacto pessoal de mais para ser executado por um qualquer ilustre desconhecido. Sem falar nas marcas vermelhas que perpetuam no rosto depois de estarmos 20 minutos com a cabeça enfiada naquela espécie de penico para as bochechas... Crente e convicta que eu estava nesta teoria sobre as massagens, inscrevi-me no workshop de maquilhagem, a ver se é desta que aprendo a fazer o risco em cima!

Hoje, no refeitório, descobri que a teoria das massagens pode ter excepções se o massagista for um ilustre desconhecido moreno com 1m90, corpo espadaúdo e rosto de príncipe, como vim a descobrir que efectivamente era, quando o vi na fila dos tabuleiros. Agora resta esperar que ele também venha dar o workshop de maquilhagem....

Como forma de compensação, resolvi que ia ao café provar o magnum que eu queria ter provado no outro dia, quando se enganaram e me deram outro, com caramelo (eu não gosto de caramelo). Só descobri a fraude ao abrir a caixinha, altura em que constatei que o chocolate era castanho de mais para ser negro... Desta vez não havia mesmo o magnum que eu queria provar de modo que pedi o tradicional de amêndoas e, mais uma vez, só quando ia desvairada no processo de abertura é que reparei que a embalagem dizia “Magnum Java”. Não é culpa minha, nem do senhor do café. É culpa do novo design das embalagens de magnum que estão todas iguais umas às outras! Eu até reclamava, mas dado que provavelmente teria que enviar a reclamação para o email do meu próprio departamento, deixa lá, até porque toda a gente sabe que o cacau de Java é o melhor que ainda aí no mercado!

Quanto ao maestro, desde sexta que andávamos a tentar descobrir o seu contacto mas curiosamente nenhuma orquestra, filarmonia, conservatório, página amarela ou site da internet, sabia o paradeiro de um dos maestros mais famosos de Portugal...
Esta tarde, num golpe de sorte, arranjei o tão desejado contacto!

Valha-me isso! Afinal, perdi as massagens com a figura mais próxima a Apolo que vi nos últimos 5 anos e nem sequer tive direito ao meu magnum de amêndoas, mas consegui o número do maestro Álvaro Cassuto!

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