Já não há amores impossíveis

Quando as luzes se apagaram,

Quando as cortinas se abriram:

Todas as noites se apaixonaram

Todos os dias se viram.

Nunca se tocaram

Nunca se beijaram

Nunca se sentiram

Nunca conversaram.

Foi segredo bem guardado,

Foi amor à primeira vista.

Uma estória com fim inacabado,

Um romance surrealista.

Pura lógica invertida da impossibilidade,

Como qualquer amor verdadeiro.

Juntos para a eternidade,

Separados a tempo inteiro.

E no silêncio da antítese paradoxal

Comungavam tudo o que ouviam....

Desta vez o destino foi fatal:



Tecto e chão apaixonaram-se

(mas só as paredes sabiam).

Comentários

Tracey disse…
oh... escreves mesmo bem Alexandra...

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