A revolta do guarda-sol

“Monica: So, who do you think the father is?
Chandler: Honey it’s us, of course the father is the dad’s killer!”
In “Friends”, sobre a paternidade da criança que o Chadler e a Monica adoptam.

Sábado, 11 da manhã, Ilha da Armona – Algarve – lindo dia de sol para passar na praia!

Ale: Achas que vai voar? – (vai voar não vai?)
Neuza: Não! – (Provavelmente sim...)



10 minutos depois, à beira-mar:

Neuza: Alexandraaaaaa! A nossa sombrinha está a voar! (Porra! M***! F***)
Alexandra: Agarra aqui que eu corro mais rápido que tu!(" " " " " " " ")– Início de corrida desenfreada pelo areal em perseguição de sombrinha psico-giratória (a sombrinha era às riscas) com potencial assassino.



A fugitiva foi resgatada das profundezas do oceano numa verdadeira operação Baywatch e devidamente re-enterrada e recolocada contra o vento. (Se bem que como estava enterrada quase até ao nariz, não havia sombra suficiente para nós, mas isso é secundário... )

Pelas 14h o vento mudou drasticamente de direcção, levantando uma autêntica tempestade de areia. Porém, a sombrinha não levantou voo segunda vez! Em vez disso, virou-se ao contrário, partiu-se o cabo que a segura e as varetas que a mantêm começaram a saltar aleatoriamente, gerando o pânico nas nossas toalhas.



O maremoto que o vento parecia anunciar não se concretizou. Mas a areia chicoteava-nos até aos joelhos. Os barcos para voltar são a todas as meias horas e um caminhoa té eles ainda é longo (atenção, a todas as meias horas significa que só há de hora em hora). Às 3 em ponto agarrámos na sombrinha para ir embora. Mas isso foi um problema... as varetas continuavam instáveis, a parte de cima não dobrava. Já não havia nada a fazer...



Às 3.29 chegámos à ponte. Mas o barco tinha acabado de zarpar. Ficámos a vê-lo afastar-se, lentamente... a desilusão espelhada nas nossas caras vermelhas.

“Oh Neuza, somos nós quer dizer... não podia ser diferente!”

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