Show de dança do ventre - a antevisão



“Hathor, Deusa egípcia do Amor e da Beleza, é a Mãe-Divina, a Força Vital Universal que se manifesta, é o Princípio Espiritual expresso sob a forma feminina - o Amor. Ela é a Senhora do Amor alquímico, da transformação do ser pelo Amor profundo.
Hathor, “A Resplandecente”, é a protectora das mulheres, é a Senhora que cura pela dança, canto e música, que, através do êxtase, obtido na embriaguez dos sentidos, conduz à comunhão com o Divino dentro de nós.«Do êxtase eu vim, no êxtase eu vivo, e em teu sagrado êxtase eu voltarei a me fundir.»
Yogananda


Não faço ideia de quem seja a/o Yogananda, ainda se fosse a “Yolandaaaaaaaa”. E até agora estava convencida que o Hathor era o filho dos reis de Tróia, aquele giraço que nesse grande épico morre a lutar contra o Brad Pitt.
A este cenário ajunte-se o “banquete” que faremos todas juntas, para o qual cada uma contribui livremente. A minha professora vai levar salada grega e paté de tófu com sementes de soja. Eu devo levar croquetes congelados do Pingo Doce, ou pizza congelada (mas feita em forno de lenha!) igualmente do Pingo Doce.
E depois é suposto fazermos tapetes e adereços para decorar o palco e levarmos almofadas giras. Eu não consigo desenhar uma árvore, como é que vou fazer 1 tapete digno de ser pendurado no palco do Tetaro Ibérico?
As almofadas giras já resolvi, vou levar uma qualquer com a fronha das almofadas da cama da minha irmã, que tem bolinhas cor de laranja do Ikea. Não, ela não suspeita que uma das fronhas dela vai participar nos “Pássaros de Luz”. Mas como ela está de férias no Algarve e nunca lê o meu blog, não há problema.
A primeira parte do programa chama-se Lua, a segunda chama-se Sol. Eu, confinada à “janelinha” no escurinho da segunda fila e apenas visível do lado direito da plateia, só entro na Lua, na abertura e no penúltimo “acto”. O que é óptimo porque assim as poucas pessoas que eu convenci a pagarem 5€ pelos bilhetes podem ir embora no intervalo, sem remorsos.
A canção, árabe clássico-tradicional, chama-se Lama Bada e qualquer confusão com a Lambada é digna de apedrejamento em praça pública!

LAMA BADA

Quando ela se balança docemente
"Quando a ninfa que tece as finas teias aparece
A beleza da minha amada leva-me à distracção
Entrega, Entrega
Quando sou tomado por um olhar breve
A beleza da minha amada é um ramo suave agitado pela brisa
Entrega, Entrega
Oh meu destino, minha perplexidade
Ninguém consegue confortar-me na minha tristeza
No meu sofrer e no meu lamento por Amor
A não ser aquela que é parte da bela miragem
A beleza do meu amor leva-me à distracção
Entrega, Entrega"

Vá! É basicamente a versão árabe da Pretty Woman!

Mas para quem começa a achar difícil o meu enquadramento como performer de dança do ventre, fiquem a saber que a minha saia até tem moedinhas, daquelas que tilintam que nem os sininhos das vaquinhas!

E assim, com muita iluminação, me despeço,

Ale, a vossa “Passarinha de luz” preferida

Comentários

carla disse…
Queria tanto la estar :)

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