Sightseeing



Qual Belém, qual baixa, qual castelo? Bairro Alto? Parque das Nações? Sintra? O que é isso comparado com o derradeiro ponto turístico, o auge de qualquer city tour!
Afinal, que viagem de reconhecimento a Lisboa estaria completa sem uma visita guiada à “Catedral”?




Pergunta-me o meu amigo de Barcelona se no Brasil também não há um como o Cristo Rei e se nos Estados Unidos também não há uma ponte 25 de Abril e onde é que vamos fazer a Sagrada Família...
Mais um motivo para acentuar a unicidade e originalidade Lisboeta, declaradamente postas em causa!
Estádio da Luz, aqui vamos nós!



Confesso que não tinha muita fé nas visitas guiadas da Catedral... ninguém atendia o telefone para pedir informações, temia que fossemos só os 3 e pior, que as visitas guiadas estivessem de férias!
Subestimei a grandeza do meu próprio clube! À porta, havia uma semi-multidão digna de qualquer excursão ao Prado!
Por dentro, tínhamos um guia que até repetia tudo em inglês e tivemos acesso ao museu, a balneários, cadeira do presidente, banco dos suplentes e relvado (a relva que não se podia pisar e que toda a gente pisou).



Havia também uma surpresa. O Rui (amigo português) insistia que era o Aimar e repetia esta insistência a cada esquina que dobrávamos “Será que o Aimar está aqui?”. Não, não estava, era só um utilizador peludos do health club a pavonear-se em calções reduzidos para toda a excursão ver. Para mim, a surpresa tinha que ser o Nuno Gomes!
Já o meu amigo de Barcelona não estava com grandes expectativas, aliás, em dado momento, os papeis inverteram-se e colocámo-lo como fotógrafo enquanto nós fazíamos de turistas...



Gostei especialmente do momento em que uma avó, na sala presidencial, explicou aos netos: “vêem estas mesinhas, é aqui que os jogadores tomam café e cházinho...”– e ainda gostei mais do que o pai das crianças lhe respondeu (em frente às crianças):
- Café e cházinho? Mas qual café e cházinho! Eles vêm mas á para aqui beber whisky e apanhar grandes bebedeiras, isso sim!
- E o que é que queres que eu diga às crianças?
- A realidade!
Assim é que é! Agora dizer às crianças que o plantel do Benfica bebe cházinho! Não se faz, até é difamação! Há que preparar as crianças para a vida! O plantel do Benfica é mas é uma cambada de alcoólicos! Ora nem mais!
Outro momento alto foi a discussão armada entre um brazuca e um zé povinho (o brazuca fazia 2 do zé povinho) sobre um certo jogo no Estádio da Luz entre Portugal e Brasil... mas no fim o brazuca acabou abraçado ao luso, a convidá-lo para uma partida do Benfica, e o luso a deixar-se abraçar (porque também não tinha opção, a lei da vantagem estava claramente do lado do adversário) porém a franzir o sobrolho que o portuga não é cá de confianças...

E afinal a surpresa foi uma “conferência de imprensa” com a água Vitória e o seu treinador espanhol, para grande desilusão minha e do rui e rejubilo do catalão: “Quando este fala português, eu percebo tudo!”. O senhor desabafou connosco que lhe custa muito matar-se a treinar a águia para dar voltinhas ao estádio e depois a comunicação social dizer, à nítida má fé, que ela está perdida!




Eh pah, a Vitória não está nada perdida!

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