O mistério desvendado



Há fenómenos estranhos a sucederem no 1ª 3 do Nº 84 da Calle de Mallorca: objectos que desaparecem e reaparecem arrumados, raios de luzes que passam pelo corredor e a Neuza que no outro dia fez o almoço e estava mesmo mesmo mesmo bom.
Mas pensamos já ter descoberto uma explicação lógica e racional – temos um poltergeist de estimação cá em casa.
Óptimo! Quem sabe assim a Rita desiste da ideia da tartaruga de terra na marquise….

Esta semana fomos comer tapas. Bem, na verdade, pensávamos que íamos comer tapas mas, em vez disso, entrámos num corredor de papos secos produzidos em cadeia a preço económico e comidos em pé com os guardanapos deitados para o chão ( hábito que irrita profundamente a Neuza). Acabámos por encontrar um restaurante de tapas não concebido para turistas, porque nós não somos turistas, com um balcão gigante cheio de tapas, até havi pasteis de bacalhau! As patatas bravas pareciam malaguetas e o camarero, “por casualidad” como enfatizou a Neuza, fazia anos e decidiu oferecer-nos 3 chupitos em troca de 3 besitos. Perguntou-nos como nos chamávamos: Maria, Maria e Maria. “Tu também? Olha, olha! Esta também se chama Maria!”. Sim, Maria da Purificação, Maria da Piedade (Rita) e Maria da Conceição (Neuza) “É que Maria é o nome típico de Portugal”.



Depois das tapas fomos para o Shoko, à beira-mar plantado, onde um tocador de violino acompanhava a música disco. Já Italo party não teve tanto glamour, apenas uma enchente de italianos, que são quase mais que os espanhóis, muita“patataaaa” nas fotos e uma competição amigável na qual a Neuza se consagrou vencedora indiscutível. Se não vejamos, o meu amigo está de costas, o da Rita quase levou um soco da própria, o da Bernadet tocava piano e o da Neuza tinha uma sobrancelha 2 em 1...


Mas falemos de coisas sérias: a minha Universidade! A minha Universidade tem cabeleireiro, cinema, teatro, piscina, supermercado, escola de condução, e tudo o mais que não se possa imaginar numa Universidade. É um autêntico Campus à la americana e os estudantes vêm das mais longínquas fronteiras.

Quando me fui matricular (segunda tentativa) estavam 3 chineses à minha frente, tentando, num esforço hercúleo e sem grande sucesso, comunicar com a senhora das matrículas que, já por natureza não é de todo a pessoa mais despachada e competente. Da primeira vez que lá tinha ido ela estava a tentar convencer 2 russos (acho eu que eles falavam russo) que os seus diplomas não estavam autenticados, por sua vez os russos tentavam explicar-lhe que se acrescentassem qualquer carimbo ao diploma original,este deixava de ser válido. Parece que a burocracia também não tem fronteiras.

Mas não se preocupem que no fim tudo se resolve. Como nós, que após várias solicitudes de internet recusadas sem qualquer motivo, decidimos que não precisávamos da Vodafone para nada, porque na mesa da sala apanhamos perfeitamente a tal rede desbloqueada.

O nosso poltergeist manda beijinhos!

Hasta luego!

Comentários

Tracey disse…
hahah um poltergeist e internet desbloqueada, tapas e barcelona. acho que tás bem entregue
carla disse…
Credoo... tiveram sorte nessa noite, pareciam todos tao lindo..
Ana disse…
Muito gosta esta menina de mostrar a língua! Coisa feia!!

Ouvi dizer que os poltergeis gostavam de tartarugas.... (Boa sorte com essa Rita!)
Rita disse…
É! isto aqui é uma ditadura, n deixam ninguém ter ideias próprias. A república ficou à porta e a mha tartaruga tb vai ter que ficar, tou a ver...


(O estúpido do Poltas - o nosso poltergeist - mexe em tudo mas nada de lavar loiça, ou estender roupa ou sequer varrer o chão! Já n os fazem como antigamente, é o que é!)

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