Prémios Ondas



Talvez se possa dizer que é ignorância ou falta de cultura não conhecer os Prémios Ondas, mas a verdade é que, quando o Adri nos falou num convite a mais que lhe deram na rádio, eu imaginei uma festinha familiar. Um barzinho ou uma discoteca pequena quem sabe, uma dezena de pessoas, ou mais de 20 talvez! Toda a gente muito informal, afinal, são jornalistas e do que eu me lembro dos jornalistas eles apareciam nas conferências de imprensa, com o CEO e o Presidente da empresa, de havaianas e jeans rasgados. O tema das conversas seria certamente profissional: a rádio! Bom, eu estudei comunicação e uma vez fiz um trabalho sobre a importância e o uso da rádio pela propaganda política de Hitler.
Afinal, quão deslocada é que eu poderia estar?

Com isto em mente, foi um choque que me avassalou de surpresa, quando o telejornal passou uma peça sobre a gala dos Prémios Ondas. “Olha Alexandra, esta é a festa a que tu vais com o Adri!” – disse a Neuza, entusiasmada. Já a Alexandra, deixou-se cair lentamente no sofá e ficou a ver os vestidos de marca a desfilarem nas senhoras elegantes, algumas com visons de pele (e quando a coisa mete visons de pela é automaticamente trasladada para outro nível), de braço dado com os senhores de fato e gravata, ambos pousando para uma maré de flashes. Mas não, não deve ser “A FESTA” dos prémios, deve ser uma festa d rádio por causa dos prémios…

Quando entrei no carro e vi o Adri de camisa e sapatos, barba quase feita e laca no cabelo, percebi que a coisa era séria. O Adri nunca faz a barba, ainda menos vezes põe laca no cabelo ou sai de camisa, e só tem um par de sapatos, que teve de comprar para o casamento do tio. É que esta é uma das festas mais importantes de Barcelona, explicava-me ele. Uma espécie de Grammy’s imaginem vocês!

Como se os fotógrafos e o tapete vermelho diante do stand up publicitário com os sponsors não bastassem, na fila, imediatamente à minha frente, jazia um vison. Então aí eu tive certeza, esta é “A FESTA”. Efectivamente era. Uma discoteca sumptuosa em plena AV.Diagonal, onde as “ mais de 20 pessoas talvez” deram lugar a algumas centenas, todas vestidas a rigor mas a dançar como se tivessem no sambódromo do Rio. Inclusive passaram samba, entre clássicos como Spice Girls e La Bamba. Às tantas, estávamos aos saltinhos no I will Survive com o chefe máximo da rádio do Adri, entretanto despojado da gravata. Era uma salganhada de pessoas vip que me passavam pelo ombro, e eu, incólume e serena, só ficava a saber que era o apresentador de televisão, o periodista conhecido ou o actor X, quando o Adri me explicava. Para mim, famosos eram todos e nenhum.



Inexplicavelmente, as conversas sobre o uso da rádio para a propaganda política não surgiram, mas em compensação, houve um fotógrafo que me tirou muitas fotografias (não sei, se calhar também não sabia bem quem era quem). Portanto agora estou à espera de, nada mais nada menos que me encontrar na capa da “Hola” porque, ainda que involuntariamente, eu estive na “After Ondas 2008”!

Comentários

neuza disse…
pfff! armados em vips e fofinhos...pfff! :p

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