Cheira bem

As árvores não parecem as mesmas
Prédios, cada vez há mais
Os vizinhos mudam-se
E as estrelas nunca estão iguais.
As novidades viajam
Suculentas de boca em boca
Às vezes é coisa para tanto
Às vezes é coisa pouca.
Mas todas as coisas se sabem
E todas as coisas se esquecem
Menos as de importância duvidosa
Que com muita imaginação se endurecem.
Na varanda passa a rua
E tudo passa, efémero
Por ali.
Só este cheiro é que não passa
Sempre cheira a “eu vivi aqui”.

E é um cheiro singular
Com fragrâncias sem nome
Que fazem o tempo voltar.

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