Cidade fanstasma

Segunda quinzena de Agosto. Barcelona, zona residencial de L’Eixample. Sábado à tarde.
Desde que cheguei a esta cidade (Outubro do ano passado) e até ontem, os super-mercados sempre estiveram abertos de Segunda a Sábado atés às 9 da noite. Hoje deparei-me com eles fechados. Como se não fosse indecente o suficiente o facto de estarem fechados ainda tiveram o descaramento de deixar a placa com o horário “De segunda a Sábado das 10.00 às 21.00”.
Vi-me obrigada a avançar mais duas ruas para um abastecimento de emergência no minimercado dos marroquinos. Não me cruzei com viva alma. Parece que nem sequer os cães estão cá este fim-de-semana e os sem abrigo devem ter aproveitado o dia de calor para ir à praia tomar banho.
O mini-mercado dos marroquinos tem um surtido muito reduzido, que deve compensar no alargamento dos preços (exorbitantes). Cheira mal e as frutas, em vez de um campo agrícola, parece que vieram de um campo de guerra. Comprei duas maçãs.
Além deste estabelecimento, em toda a amplitude de 3 quarteirões só havia mais 3 coisas abertas: dois cafés de chineses e o restaurante de sushi. É que até o “puticlub”, negócio mais rentável do bairro, está fechado.
O que me leva a concluir que os europeus são uns preguiçosos!
Como tal, este fim-de-semana cá estamos, eu e os imigrantes extra-comunitários.

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