Acabou ou começou?

Para sempre é muito tempo
Mais tempo do que o tempo tem.
Nem tudo é para sempre
Nem nada nem ninguém.

O vento varreu o sol, o cinzento apagou o azul resplandecente. Os 30 graus baixaram a pique do dia para a noite. As sandálias e os chinelos transformaram-se em botas, os braços já vão mais recatados e as pernas mais tímidas em mostrar o bronze.
Os leques, que até há bem pouco tempo eram o acessório indispensável para qualquer “outfit”, não tanto pelo “outfit” em si como pelo calor insuportável, foram substituídos em massa pelos guarda-chuvas.
À noite, já não se vê as estrelas a brilhar mas raios que rasgam o céu carregado, conjugados com os rugidos dos trovões que dão asas à imaginação.
Acabou-se a praia ao fim de semana mas pelo menos os chocolates já não derretem.
As lojas esperneiam novas colecções e as bebidas quentes relançam carreira, fazendo inveja à ventoinha, que inicia o seu ciclo de decadência.
Já está toda a gente em Barcelona outra vez, como se a água da chuva tivesse devolvido a vida à cidade!
Parecia que nunca mais ia deixar de fazer calor, parecia que a vontade de comer gelados e gaspacho ia ser para sempre.
É irónico como sempre parece que é para sempre…
… e depois chega o Outono.

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