Não à discriminação!

A indústria alimentar discrimina descaradamente as pessoas solteiras que vivem sozinhas. Não é uma mera opinião, é um facto: a carne embalada vem suficiente para alimentar um rancho de filhos quando eu só queria um bifinho, as melancias, ou se come todos os dias a toda a hora, ou então, metade vai fora (com os cachos de banana é semelhante) e agora até as bolachas Maria!
Eu, na maior das inocências (porque até era diet), comprei um frasco de compota de morango e , como tal, tinha de comprar bolachas Maria para comer com a compota de morango (diet!).
Em Espanha há bolacha Maria (e em Barcelona também).
Aliás, o que não falta aqui são bolachas Maria. A oficial e as falsificações, a vegetal e a light.
O problema de todas elas é o packaging. Não vêm em embalagens menores que 800gr.
Mas o que é que eu, sozinha e desconhecedora de qualquer receita de doces, vou fazer com quase 1kg de bolacha Maria? Só se for propor ao puticlub lá debaixo que compremos a meias e elas ficam com metade para servir de aperitivo aos clientes. Mesmo assim ainda me sobram 400 gramas de bolacha Maria!
Não pode ser, eu lembro-me bem que em Portugal havia uns pacotes de bolacha Maria na versão não incentivadora ao incremento da taxa de natalidade. Eu também quero que a Europa rejovenesça mas então façam embalagens de 800 gramas de fraldas com potalco de oferta que é mais eficiente!
Percorro os lineares das bolachas num misto de insistência e esperança. Porém sem êxito. Sou obrigada a render-me às evidências.

Voltei para casa com um pacote de “Marbú Dorada” 200gr. (Diz que continuam crocantes mesmo depois de molhar no leite)!

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