Denmark!Denmark!

Foi fácil perceber que o bar ia esvaziar quando fosse o jogo de Portugal. Em cores fluorescentes e fonte desproporcionalmente grande brilhavam os nomes ENGLAND e DENMARK – SWEDEN. No fim do quadro escuro, em tons neutros e com cerca de 1 milímetro quadrado de espessura por letra, aparecia o pequenino Portugal – Hungria.
Mas enquanto a nossa selecção não jogava, a Dinamarca jogava por ela e nós apoiávamo-la fervorosamente, de pé, fora do bar, observando o ecrã com atenção.
Não sabemos uma única palavra em dinamarquês, nem o nome de nenhum jogador para poder impressionar. Não temos lá nenhum amigo nem nunca visitámos o país. Mas somos tão altruístas que pulámos, esperneámos e celebrámos o golo dos dinamarqueses tão efusivamente como se fossemos genuinamente de Copenhaga. E esprememos os nervos até ao último segundo da partida, não se fossem os suecos lembrar de marcar nos descontos.
Perdemos o hino de Portugal, mas ganhámos uma mesa só para nós diante da televisão. Era um facto, ninguém comungava o nosso altruísmo. Assistimos solitárias à vitória de Portugal, num bar inglês das ramblas. Aparentemente um dos únicos que passava o nosso jogo.
Dias depois seguiu-se Malta.
Agora já está. Acabaram-se as falsas genuidades e os honrados altruísmos. È cada um por si.
Venham de lá esses Play-offs!

Comentários

Tracey disse…
:D no estádio da luz também tínhamos uma pequena televisãozinha com o jogo da dinamarca a dar. e quando marcaram, toda a gente gritou como se fosse golo lá em baixo, no relvado! =)

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