ha ha ha...

Eu tenho um problema com as anedotas. À parte a discordância óbvia e por todos conformadamente encoberta entre a forma de pronunciar e a forma de escrever anedotas. Ou seja, andotas.
(Mas porquê? Porquê??? Como se o “e” fosse um dos afilhados do Primeiro Ministro que só está ali para enfeitar e temos todos de levar com ele e calar)!

Emendo, tenho 2 problemas com as anedotas.
Vamos ao segundo: a expectativa.
Quando alguém conta uma anedota só nos restam duas opções: rir ou fingir que rimos. Porque se não demonstrarmos um esboço de graça ou passamos por intelectualmente limitados “Não percebeste?” ou por rudemente mal educados. Como quem não bate palmas depois de um grande espectáculo. Porque é isso que os contadores de anedotas esperam! Um alvoroço de gargalhadas e aplausos após o seu hercúleo esforço para nos animar.
É simpático contar anedotas, a intenção é boa e tudo. Mas a mim dá-me stress! É a obrigação de estar a ouvir com a máxima atenção algo que, provavelmente, é demasiado longo e não me interessa ou cuja “piada” a meio já é previsível e evidente. Mais a obrigação de achar graça independentemente de que tenha tanta graça como dor de barriga ao pequeno-almoço.
Porque quem não acha graça não tem piada, é chato e quando dá por ele já foi exilado como um outsider.
Ora eu não, sinceramente, não acho graça às anedotas , pronto, já disse! Desterrem-me se quiserem!
É que não consigo, transcende-me. Fico nervosa! Aterrorizam-me! Mal ouço “vou contar uma andota” começam logo as minhas entranhas a entrar em revelia, o pânico à assomar-se-me no rosto!
Ainda assim, quando o contador é de cerimónia, forço aquele sorriso que quer tanto sair como os noruegueses no inverno e acompanho-o de um tímido ah ah.
Mas por este meu esforço, verdadeiramente hercúleo, ninguém bate palmas… pior que isso, 99,9% das vezes contam outra! Porque há sempre uma “ainda melhor”!
Mal posso esperar...

Comentários

claudio tanoeiro disse…
boa anedota ;P

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