Integração integrante

Em Barcelona há várias instituições sem fins lucrativos que promovem a integração de imigrantes extra-comunitários. Recentemente decidi voluntariar-me numa delas
que, de momento, trabalha principalmente com crianças marroquinas.
Não poucas vezes já me perguntaram se as ia ensinar a vender cerveja na rua ou se as elucidaria sobre o negócio do contrabando.
Piadas inocentes cujo teor nunca passará nos sábios conhecimentos que a instituição transmite.
Tirando a vez em que a Neuza, vencida pela supremacia energética de rebentos marroquinos com 5-7 anos de vida, começou a gritar-lhes:
“Parados! Parados!”.
Parado em espanhol significa desempregado.
As crianças não tomaram como insulto, tendo prosseguido afincadamente com as suas corridas desenfreadas.
A Neuza apercebeu-se do erro.
De facto, é estranho ter pessoas não espanholas e completamente iletradas em catalão, que ainda por cima são péssimas em trabalhos manuais e estão acomodadas à calculadora do telemóvel, a desenvolver este tipo de actividade, que também engloba apoiar os estudos e ajudar nos trabalhos de casa. Por outro lado, o facto de haver voluntários estrangeiros torna o processo muito mais produtivo e enriquecedor: nós contribuímos para a integração deles e eles para a nossa!

Comentários

neuza disse…
Em minha defesa tenho a dizer que isso do catalão e dos trabalhos manuais vai mudar!

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