Acabou-se!

Ontem, num filme chamado “Princesas”, que discorria sobre a vida dramática de duas prostitutas, a personagem principal, uma prostituta sonhadora e de boa índole, dizia que havia um dia, um dia em que tudo corria bem. Um dia em que acontecia tudo o que queríamos. Um dia que despertava com a nossa canção favorita ao ligar a rádio!
E era preciso estarmos atentas, para não perder esse dia.

Eu, que levo uma vida menos dramática mas nem por isso menos sonhadora, digo que para cada um dia desses, há todos os outros. Todos os outros em que tudo corre mal! Em que pensamos "agora só faltava que..." e pimbas! Já não falta, porque acontece tudo o que não queríamos, como não queríamos, onde não queríamos e com quem não queríamos!
Como na Sexta-feira passada, dia da entrega da tese de mestrado.
Tudo começou com uma guerra para fazer o índice porque, inconcebivelmente, sou capaz de escrever toda uma tese de mestrado mas não sei fazer índices no Word de forma automática. Deve ser o problema do conhecimento especializado… Não, o problema era que a sequencia de números de página parecia uma serpente bamboleando-se ao som de música de dança do ventre. A batalha para endireitá-la durou mais de 3 horas. Uma vergonha!
No escritório, o chefe tinha deixado a capa do trabalho assinada e carimbada tal como requerido. Mas a capa tinha saído mal impressa, a imagem estava desformatada, não podia entregar aquilo assim. Tive que ir a correr (literalmente) por essa Barceloneta afora para o fazer assinar outra vez, mas uma capa decente.
A Conxita, conhecida minha que tem uma loja de impressões, disse-me que as páginas que eu lhe tinha enviado para imprimir a cores não estavam certas com as do documento. Oh meu Deus! Mas depois disse que não havia problema que ela tinha imprimido as páginas certas. Ah que bom, muito obrigado! E aqui friso e reitero a importância de ter bons contactos, que, sem a menor dúvida, deverão estar encabeçados por uma senhora que faz fotocópias! Fosse na Universidade e ter-me-iam cobrado as duas cópias incorrectas e sem fornecer nenhuma solução para o problema.
Porém, se o número das páginas a cor não batia com as mesmas páginas então isso quer dizer que.. Oh não acredito, depois de tantas horas de humilhação!
Abri o trabalho lentamente, com receio, tudo ia bem até à página 20 (20! 20 de 114!) uma ignóbil de uma tabela deu o grito do Ipiranga e passou para a página seguinte, causando danos colaterais irreversíveis. O Índice estava mal. Os números das páginas estavam alinhados que nem varas verdes só que com os ajustes da Conxita deixaram de corresponder às páginas devidas. Bem, pode ser que só procurem no índice as páginas que se mantiveram com os mesmos números, que ainda foram 20 páginas (DE 114!)!
Continuando, o vídeo tinha um erro e parava a meio e o computador rejeitava os cds para gravar os anexos. No fim, o vídeo ficou sem o erro mas só é visível à segunda vez que se abre e ao fim de 4 cds lá houve um que estava em condições para ser gravado.
A tudo isto há que juntar uma pitada de odisseia com o rascunho da tese, a ser corrigido pelo tutor antes da entrega. Um professor de jornalismo cheio de boa vontade, disse-me para deixar o meu trabalho na secretária do meu tutor, com uma nota. Só que, como averiguei muito depois, aquela não era a secretária do meu tutor, mas de um outro professor com o mesmo nome. Conclusão, o rascunho da minha tese andou desaparecido em combate, não foi revisto a tempo pelo meu tutor, o qual ainda insinuou que eu não teria chegado a entregar nada, que era tudo culpa minha e que estava a inventar desculpas. Desculpas só se for pelos impropérios que lhe chamei cada vez que falava com ele ao telefone. Eu mandei-lhe um mail a avisar que tinha deixado o trabalho na secretária dele. Ele respondeu a dizer que não o tinha visto/recebido? Nananinanão! Depois disse que ia procurar e me ligava. Ligou? Nananinanão!
Fill de una gran Mara! (Se os mórmones, que não podem injuriar, podem dizer palavrões em alemão, eu também me permito algum deslize em catalão).
Enfim, foi todo um processo de tutoria muito personalizado e atento, como podem imaginar.
Mas agora já está. Desde sexta-feira que já está. Não pude sair à noite para celebrar porque estava constipada e tive de ficar na cama a assoar-me. Mas já está!!!
E eu nunca mais me meto com Universidades, são todas iguais!
Fico à espera que chegue aquele meu “dia” em que tudo vai correr bem.
Entretanto, vou escolhendo as músicas que quero ouvir, no youtube.

Comentários

Tracey disse…
parabéns, parabéns =)
ruitio disse…
Universidade não é 100 metros , é 110 metros barreiras! Que piada tinha sem as barreiras? Aliás é mesmo isso que se aprende: Ultrapassar barreiras , reunir/gerir colaborações.
Parabéns por mais esta vitória, ainda mais por o "campeonato" não ter sido o que esperavas.
Beijocas

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