As mães

Hoje é o dia das mãe. Ainda bem, porque este blog começava a ameaçar tornar-se num boletim desportivo com comentários pouco sérios, feitos por alguém que revela extrema dificuldade em discernir um fora de jogo.
Mas como é dia da mãe podemos interromper o tema desportivo, pelo menos até ao Benfica ganhar ao Porto esta noite.

Não sei se também já vos passou pela cabeça a ideia de que toda a gente tem mãe, ou se sou só eu que não tenho nada realmente relevante em que pensar. E então imagino. A mãe do Luís de Camões a dizer-lhe que também tinha de estudar matemática e a do Pessoa a proibi-lo de se levantar a meio da noite para ir escrever poemas. Que no dia seguinte estava sempre rabugento e adormecia nas aulas. Imagino a mãe do Ghandi a perguntar-lhe se ele se andava a alimentar bem ou a mãe do Bin Laden a lembrá-lo de lavar os dentes. A mãe da Inês de Castro a aconselhá-la para ela não se meter com herdeiros do trono português. A Mãe da Coco Chanel a dizer-lhe que isso das calças para mulher era um disparate, que assim não havia de conseguir marido. A mãe do Salazar a ensiná-lo a não ser totalitário com os seus brinquedos e emprestá-los aos amigos. A mãe do John Lenon manifestando-se contra o barulho da “música” na garagem. A mãe do Afonso Henriques a pô-lo de castigo porque ele lhe venceu a batalha de S. Mamede. A mãe do Napoleão a ajudá-lo a escolher presentes para a Josefina e a mãe do Hitler a dar-lhe umas palmadas porque ele fazia birra para comer. E não me fico por aqui! Vejo a mãe do Papa a dizer-lhe para usar sempre preservativo e a mãe da Cicciolina a dizer-lhe que a saia lhe estava demasiado curta. A mãe do Einstein a tentar pentear-lhe o cabelo e mãe do Da Vinci a perguntar-lhe quando é que ele lhe apresentava a Mona Lisa.

Agora sim, já chega. Acho que já deu para apanhar a ideia.
Então penso na minha mãe. A minha mãe que me diz sempre que vou ter frio. Que me exige emails diários e chamadas telefónicas frequentes. Que não gosta que eu saia à noite e volte de madrugada. E um dia quando eu for rica e famosa e figurar nos livros de história e na wikipédia (ou não), alguém há de imaginar o que será que a minha mãe me dizia. Mas o importante é que toda a gente saiba que tudo o que eu sou de bom, foi porque ela me fez assim. Com um bocadinho de ajuda do meu pai vá!

Obrigado mãe.

Comentários

i disse…
ohhh que fofinho! mas tenho q dizer q todas essas mães que enumeraste eram umas chatas. gosto de acreditar que também há por aí mães que vêem nos seus rebentos o potencial que eles têm

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