A nova "Nova"

De repente, a meio dos comentários do Lula sobre o triunfo da Dilma, saltou-me à vista outra notícia. Estava ali escondida a um canto, tímida e low profile. Era, por outras palavras, a notícia de que as geraçoes futuras da FCSH da Universidade Nova de Lisboa nao mais entrarao pelo pássaro em posiçao de voo, nem ascenderao ao elevador que se avaria no prédio projectado como um livro aberto.

Nao mais se farao trabalhos nem praxes nos jardins da Gulbenkian. (Os patos do lago morrerao de tédio). É o fim da interrupçao sonora das aulas pelos sinos da igreja, pelas travagens a fundo e buzinas impertinentes da Avenida de Berna. Cessarao as piadas por causa do hospital nas traseiras da faculdade e a inspiraçao proveniente do galo que, cheio de porte, se passeia pela esplanada.

Sim, também se acabam as aulas nos calabouços onde o ar escasseia. E, provavelmente, as alheiras e os hamburgeres de tofu dia sim, dia sim. Se bem que eu acho que as alheiras sao um mal comum a todas as cantinas estudantis.
Enfim, geraçoes futuras, professores, alheiras e hamburgueres de tofu, tudo corrido para Campolide. Nao vai ser amanha nem depois. O reitor aponta para 2013. Se o atirador for o mesmo que o do curso de Ciencias da Comunicaçao, estou em crer que o alvo só será atingido lá para 2015.

A notíca termina referindo um apego emocional ao espaço fisico da FCSH, que desde que se conhece como faculdade sempre foi a do Campo Pequeno, na Avenida de Berna. Também refere que os alunos ainda nao foram informados e que haverá uma mudança, arrojada e radical, no nome da Universidade. A de Campolide será “A Nova”.

Partilho o apego emocional ao espaço fisico e neste romper de história e memória agrada-me que alguma tradiçao se mantenha: Os alunos sao sempre os últimos a saber. Eu por exemplo, só agora, 3 anos volvidos desde que conluí a minha licenciatura, é que me apercebi que afinal “A Nova” nao se chama “A Nova”...

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