Stefani Joanne Angelina Germanotta

Não admira que alguém que se chama Stefani Joana Angelina tenha mudado o nome para Lady Gaga. È mais curto, mais catchy e soa a marca de fraldas para bebés em vez de cantora pimba.
Já os bilhetes haviam esgotado há 3 meses para o seu espectáculo em Barcelona e eu ainda nem sequer sabia que ela cá vinha. Para que fique claro o quanto me emociona esta artista.
Mas o meu cabeleireiro (importante resguardar que não é gay) tinha bilhetes grátis e queria ir ver os penteados e os vestidos, ou pelo menos isso dizia. Também se não fosse por isso não vejo pelo que poderia ser porque canções dela ele não conhecia nenhuma.
Ai que é um grande espectáculo, que são os bilhetes mais caros, que já está tudo esgotado, que vai ser o evénement do mês e lá me convenceu. Fomos. Acho que não via tanta gente aglomerada num sítio desde as filas da Expo 98. É que nem o Papa conseguiu juntar tanta massa humana quando cá esteve no mês passado e note-se que ir ver o Papa era grátis! Suponho que, em grande parte, se deve ao facto de o Papa não contar com a adoração do púbico homossexual enquanto que o concerto da Lady Gaga parece um desfile pelo gay pride.
Enfim, o espectáculo começou, o espectáculo continuou e eu aborrecida que nem um camelo no deserto. É o que dá ir a um concerto de duas horas quando só se conhecem 4 músicas. Felizmente, havia uma salinha vip com bar aberto e isso animou a passagem dos minutos.
Se calhar sou eu que sou muito demodé mas o guarda roupa da moça não me fascina especialmente.







Além disso, a irreverência do show que eu esperava perdeu-se nas contradições entre texto e imagem. Explico: as deixas dela pareciam citações de um livro de auto-ajuda. Que na escola as meninas populares a tratavam mal mas que ela não ligava, que cada um valia pelo que tinha dentro, que queria que nos libertássemos de todo o mal do mundo e viajássemos com ela para a monster ball. Não, vocês não estão a vêr, é que não se calava com o raio da monster ball, monster ball para aqui, monster ball para ali e eu pergunto, o que é a monster ball??? Sei que é o nome da tournée mas em que é que consiste exactamente? Mais que não seja para eu saber se quero ir com ela aí ou não…
O discurso seguia dizendo que os gays são um máximo e que Deus nos ama a todos por igual. E no fim saía fogo de uns cones que ela levava nas maminhas. De Deus para maminhas em fogo acho que se percebe o que quero dizer com contradições texto e imagem, certo?
As únicas 4 músicas que eu conhecia tocou-as “todas” nos 10 minutos finais. Mais vale tarde do que nunca e transcorrida uma hora e 50 minutos eu pude, finalmente, soltar a minha voz de sereia rouca.
“Caught in bad a romaaaaance oh oh oh ohhhho oh oh caught in a bad romance…”

Comentários

Camila Ciberi disse…
Minha portuguesa!! Apesar de ter a mesma opinião sobre você em relação à moça, sempre é válido irmos nesses shows que prometem ser o melhor do ano. Pelo menos, as produções são fantásticas! Eu também só conheço essas quantro músicas aí e acho Lady Gaga um tanto quanto freak para a minha concepção de mundo.
Lolly disse…
lol há que admitir q pelo menos corajosa é: n era qualquer uma que arriscava o fogo nas maminhas!

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