Uma profissão de risco

As pessoas andavam chateadas. Por causa da crise, do trânsito, do frio, do desemprego, do trabalho, da sogra e do filho que não pára de chorar. E de repente ilumina-se a luz ao fundo do túnel. Fim de semana com 3 dias de prolongamento! Segunda e Quarta é feriado, terça faz-se ponte. Foi um massivo comprar de viagens e fazer as malas. A alegria voltava a cara dos espanhóis na mesma semana que se acendiam as luzes de Natal pelas ruas.
Então um bando de marmelos pensou: o que é que era mesmo fixe para irradiar o espírito de Natal e fazer com que toda a gente voltasse a estar chateada?
Greve. Greve dos controladores de voo! Esses fofos.
Pois é, numa de vamos lixar a malta e o Zapatero, os controladores de voo não pensaram duas vezes: querem ir viajar? Pois vão ficar a querer e a dormir no aeroporto. Crueldade pura e dura, eu diria.
Mas funcionou. Caos, estado de crise declarado e gente muito, muito chateada. (E o F.C. Barcelona que teve de apanhar o AVE e ainda não se sabe se vai chegar a tempo ao jogo em Pamplona).
Agora até a beleza das luzes de Natal vai passar despercebida.
Ser controlador do tráfego aéreo não exige um curso da Universidade, nem um master, nem 3 anos de experiência. E também não se concebe como uma profissão de risco. Até ao dia de hoje. O dia em que conseguiram pôr um país inteiro com pensamentos homicidas contra eles.

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