E se nao tivéssemos Presidente?

Quando nos ensinam os poderes do Estado Democrático dizem-nos, por outras palavras, que o Presidente da República nao manda nada de nada e que só serve para enfeitar. Na altura pareceu-me muito bem que tivessemos um enfeite em nome de Portugal. Primeiro, porque o número de poderes do Presidente era proporcional ao número de coisas que tinhamos de estudar para o teste, segundo, porque falamos de um tempo em que as minhas preocupaçoes eram tais como comer o meu pacote de filipinos às escondidas para nao ter que dividi-lo com a escola toda.

Hoje, como boa conhecedora de maus salários,crise, impostos, maus salários, crise, desemprego, corrupçao, crise, boys e maus salários, acho que mudei de ideias. Nao precisamos de um representante (porque hoje já nao fica bem chamar-lhe enfeite).

Verifiquemos os factos:
1 -Neste momento, nao temos assim tantas coisas boas para representar. Chamam-nos PIGS, pelo amor da Santa!

2- Na América do Norte e em muitos outros pontos dipersos pelo globo pensam que Portugal faz parte de Espanha, com o qual já estamos representados de sobra pelo presidente do governo espanhol e pela familia real e pelo Iker Casillas e a Sara Carbonero. Na América do Sul nao pensam em Portugal de todo, à excepçao do Brasil que, por uma questao histórica e de curriculo escolar mantém a chama portuguesa acesa: no Brasil sao obrigados a aprender os nomes dos reis de Portugal e a ler Fernando Pessoa. Já em África têm problemas bem mais graves em que pensar que Portugal. Na Ásia, se nao lhes importou a descoberta do caminho marítimo para a India, imagine-se o quanto lhes importa agora se temos ou nao um chefe de estado. E a Austrália nunca vai estar a par do que se passa em Belém porque tudo acontece enquanto eles dormem.

3- Sobra-nos a Europa. Bom, a Europa conhece-nos bem. Conhece-nos pela boca dos nossos melhores porta-vozes: Mourinho, Cristiano Ronaldo, Figo e, raras vezes, Saramago. Cavaco Silva? Nunca ninguém ouviu falar. Ora entao de que é que nos serve sustentar um representante que nem sequer é representativo? Ok. Na UE e orgaos burocráticos afins importam-se com estas coisas dos chefes de estado. Mas têm lá metido o Durao há uma série de tempo e ainda nao sabem pronunciar o nome do senhor. Eu digo que quantos menos nomes portugueses lhes dermos mais contentes estarao.

4- E depois temos os números. Os númeors senhoras e senhores! Sejam amáveis e queiram atentar nos números por favor:

Cavaco Silva 52,4% dos votos, Manuel Alegre 19,75%, Fernando Nobre 14,1%, Francisco Lopes 7,14%, José Manuel Coelho 4,5% e Defensor Moura 1,57%.

Abstençao - 53,37% - maioria absoluta.

É impressao minha ou a malta representada em questao nao está propriamente a arder em desejo por um representante?
E porque é que nao ganha quem tem mais votos?

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