Uma terrível mudança

De vez em quando lembro-me de palavras portuguesas de que gosto. Normalmente sao palavras pouco vulgares, estranhas talvez. Coitadinhas. Hoje lembrei-me de rocambolesco. Porque o autoclsimo do meu novo escritório faz um barulho rocambolesco. Parece que vao sair as Tartarugas Ninja de dentro da sanita.
Por outro lado é um meio de comunicaçao muito eficaz: toda a gente fica a saber que o wc está prestes a ser desocupado.
Mas eu nao estou satisfeita.
O lugar onde aluguei casa, o mapa dos transportes, as aulas de dança, as aulas de catalao. Montei toda a minha vida pensando em trabalhar no centro do centro de Barcelona. Habituei-me às manifestaçoes de revoltosos na praça do ayuntamiento e descobri todos os menus por menos de 10€. Mesmo que isso envolvesse tacos de tofú.
É como se já nao estivesse em Barcelona se nao estou ao lado das ramblas, se nao vejo a catedral todos os dias. Ainda que esteja sempre em obras.
Nao há nada melhor que pôr o pé fora do trabalho e estar na rua das lojas, na rua dos waffles, na rua dos gelados. A referencia da minha morada laboral já nao sao as ruínas do Templo de Augusto mas um cabeleireiro chinês onde, diz-se, fazem “massagens con final feliz”. Em vez das pastelarias mais famosas de Barcelona, agora passo por uma loja gourmet que vende pacotes de massa a 6€ e pipocas de chouriço.
Nao me venham cá com balelas que estar as duas paragens de metro da Plaza Catalunya nao é nada a mesma coisa que estar ali, no centro, onde tudo acontece.
E nao há secretárias na entrada, micro-ondas potente, máquina de água nem mesas de vidro (com prateleiras a condizer) que me convençam.

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