O primeiro Domingo de Fevereiro

Nem 4th of July, nem Thanks Giving. O dia pelo qual os americanos mais anseiam é o Super Bowl. Sempre no primeiro Domingo de Fevereiro, certinho como a ressurreiçao de cristo no Domingo de Pásqua.
É o evento que tem tantos espectadores como uma final do mundial, o evento em que o preço dos anúncios é algo que dava para eu viver que nem um shake árabe com um harem de odaliscos composto pelos machos dos anúncios da gillette , o evento que é, tecnicamente falando, uma fanfarra.
Infelizmente eu nao comparto a excitaçao do povo americano. Para mim o Super Bowl é, provavelmente, a pior noite do ano. Porquê? Porque é o evento em que tenho que gestionar reservas para mais de 50 pessoas, cobrar bilhetes de entrada, expulsar gente sem bilhete, vender menus, dar tickets de bebida e trancar toda a gente no bar a partir das 3 da manha para parecer que estamos fechados, porque é ilegal continuarmos abertos. Sao horas de eloquente trabalho, desde as 10 da noite até que o jogo acabe (4.30 da manha!) sempre com o coraçao em sobressalto, porque a qualquer momento pode vir a polícia bater-nos à porta. Assim como se fossemos uma casa ilegal de apostas de lutas de galos! Ou qualquer outra coisa do género. Nao somos. Somos um bar e estamos fechados a partir das 3. Temos só uma festa privada esta noite, para amigos do bar. Dezenas deles! Pois, é que somos muito populares.Puff! Nem sequer eu mesma acredito em mim com é que a polícia vai acreditar?
E querem saber o pior? O pior é que eu nem sequer gosto de fútebol americano. A petanca que jogam os senhores idosos lá de Faro é capaz de ser mais emocionante. Nao sei interpretar as jardas, nao percebo porque é que o jogo pára mais do que anda, nao domino a contagem dos pontos e conheço tantos jogadores de futebol americano como lutadores de sumo. Ou seja, nenhum.
É verdade que a coisa correu pior para a Christina Aquilera que se enganou a cantar o hino nacional na abertura do jogo. A minha noite acabou. Inevitavelmente. E depois adeusinho para o ano há mais. Já a noite da Chris pululava no dia seguinte pelo youtube e pelos jornais.
Admito que eu, a querer ver alguma coisa do super bowl, seriam de facto as performances musicais (com enganos ainda melhor). E nisto sim, partilhei o entusiasmo de uma americana a quem perguntei por qual equipa é que ela se havia deslocava até ao nosso bar. E a honey respondeu: “The black eyed peas”.

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