NY - take 1

É com tristeza que nao consigo arranjar nada mais original para dizer que isto: é mesmo como nos filmes.
Em NY há de tudo e isso nota-se desde o voo American Airlines onde o almoço nos saudou com: paelha de frango, manteiga irlandesa, água americana, molho Heinz, queijinho da vache qui rit e bolachas walkers, tipicamente escocesas. Ao lanche serviram pizza margherita al pesto made in italy.



A chegada aos USA nao podía ter sido mais emocionante: o meu namorado foi levado pela controladora de pasaportes do JFK airport. Eu nao o pude acompanhar. Pronto, já nao saímos daqui, pensei. Mas afinal saímos. Saímos assim que os senhores da segurança do aeroporto confirmaram que ele nao era o mesmo Carlos procurado por tráfico de droga, assassinato ou qualquer outra coisa a que este seu homónimo se pode dedicar para ter um mandato de captura no aeroporto. Como nos filmes

A hospitalidade americana seguiu somando pontos. A big black woman da secretária de atençao ao viajante gritava “SIT DOWN!” impacientemente e o motorista do Super Shuttle só falava para reclamar por ter de levar dois passageiros até New Jersey. O tempo cinzento fazia lembrar uma manha de Janeiro que aterrei em Paris e o trânsito, bem o trânsito é qualquer coisa como Sao Paulo em hora de ponta mas sem as motos. Porque o vento frio corta que nem navalha afiadinha e olhem que estamos na Primavera. Nem o Pai Natal podia ir de mota por Nova York com os nevoes que abafam a cidade no Inverno. Depois de 40 minutos de subúrbios avistámos a ilha. A ilha de todos os filmes e de todos os sonhos, a lha do Godzila e do King Kong, a ilha que eu vi tantas vezes mas sempre a um oceano de distancia.
E a ilha faz-nos sentir pequeninos com a sua opulente imponencia de edifícios que fazem cócegas nas nuvens. Claro que na Europa também há edificios altos. Mas uma coisa é ser alto como o Cristiano Ronaldo e outra coisa é ser alto como o Shak O’neil ou o Yao Ming. É um gigantismo fascinante e assustador que desenha uma skyline única enquanto nos envolve numa magia XXL inexplicável. Ainda que esconda o sol das ruas nas poucas vezes que ele quer brilhar. As ruas. Grandes, enormes, sem fim. Cheias de gente, cheias de filas, cheias de polícias e cheias de hot dogs e pretzels ambulantes. Como nos filmes.



Acordei ás 8.30 da manha pronta para ir explorar a Big Apple, perderme nos seus cantos e encantos, tirar fotografías até exaurir a batería da câmera. Mas como em NY ainda eram 2.30 am e o moço dormia que mais pedrado que o Grand Canyon nao tive outro remédio se nao voltar a dormir e esperar que a noite passasse rápido.
Como nos filmes.

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