NY - take 2

Na primeira manha acordámos com vontade de comer o mundo. Fomos ao ring do Rockefeller centre, subimos a 5th Avenue e passeámos pelo Central Park com uma paragem estratégica na Victoria’s Secret, mesmo ali ao lado. Ele deixou-se embevecer pela decoraçao da loja, com fotos da Adrianal Lima e companhia em roupa interior e eu rendi-me aos bikinis e afins. Ambos contentes que é o que se quer.



Seguimos para o Museu de história e tocámos esqueletos auténticos do T-rex e dos seus amiguinhos, acariciámos um dente de tubarao branco e vimos pedaços da lua e uma baleia falsa em tamanho real. É grandota a fofuxa. Também tivemos oportunidade de estar cara a cara com o esqueleto mais feliz do mundo- o de uma tartaruga gigante extinta há alguns milhares de anos mas nao por isso menos sorridente.




Perdemo-nos pelos halls do conhecimento e perguntámos informaçoes ao senhor da entrada tantas vezes que ele já nao se esqueceu de nós “Oh I remember you guys, you are the Super Star couple!”. Pois é, vamos a ver e afinal também há americanos simpáticos.



A noite foi caindo e nós, invencíveis, fomos caminhando para Times Square. Tem tanta luz que parece que é de dia. Cruzámos os outdoors de neon de ponta a ponta – Samsung, coca-cocla, kodak, turismo da Turquia – um nada a ver de publicidade amontoada sem harmoia mas com um brilho e um dinamismo incandescentes que seduz e hipnotiza. Como fogo de artifício. Versao comercial. E as pessoas sentam-se nas escadas e ficam ali a adorar aquele cenário com tanta ilusao no olhar como se a imagen do copo de café descartável da Dunkin Donuts ou do novo telemóvel da Sony fossem a apariçao da própria virgem em cores fluorescentes.



Para mim a grande revelaçao foi a loja da MAC onde os pedaços de maquilhagem que em Portugal custam uns módicos 50€ em pleno coraçao de NY compram-se por 17 dólares (algo entre 10 e 15€). Oh como é belo o sonho americano!
Belo e cansativo. Quando finalmente regressámos ao hotel, cada qual com as suas dores, foi como se tivessemos gastado o que tinhamos e o que nao tinhamos de pernas e pés. Mas a vontade de estar a aqui, de respirar ao máximo cada segundo deste ar extasiante em constante sururu, essa mantem-se inesgotável.

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