NY - take 4

O inesperado, o imprevisível o iô-iô da planificaçao.
Que é como quem diz, Nova York.

No dia em que ia haver tempestade o sol brilhou como nunca antes desde a nossa chegada. E nessa mesma noite, quando decidimos dispensar o guarda-chuva que tinha etsado todo o dia de alerta, a tormenta rebentou. Quando o táxi parou na porta do Félix enfiei o pé num charco, sim, um charco, tao fundo que se formou uma piscinia na ponta do meu sapato. O Féliz é um sitio “in” no Soho com duas bandeiras do Brasil espetadas na porta. E uma pessoa entra na expectativa de coxinhas de frango e pao de queijo e afinal o menú é todo em francés com canard et fillet mignon.
Numa esquina próxima do Félix assistimos a uma festa da GQ e da FIAT com barra livre, buffet e fotos. Havia um sofisticado sistema para os convidados se autofotografarem. As fotos imprimiam-se instantaneamente. E uma vez pressionado o botao o senhor dizia “You will now appear on the big screen”. Era apenas uma fracçao de segundo entre o pânico de aparecer no “big screen” e a desesperada comprovaçao dessa apariçao diante de toda a gente no ecran estilo tela de cinema. “Oh! You should have told us that before” foi tudo o que eu consegui balbuciar antes de ver as nossas 3 fotos (sim TRÊS!) ampliadas...
As surpresas continuaram pelas festas afora, seja entrando num hair saloon que realmente é um club com música dos 80’s, seja descobrindo a casa de banho mais fascinante do mundo: hotel de luxo, top floor, uma fila de portas fechadas. Detrás de cada porta existe um espelho, uma retrete, um lavatório e uma parede de vidro, transparente, sem cortinas. Ladies and gentleman, as casas de banho da famosa festa guest list only do fabuloso Standard Hotel dao para a rua, para o rio, para os arranha-céus e para tudo mais que se possa imaginar. É prácticamente como fazer chichi no meio da via pública. Achei um máximo. Só nao pude fazer o meu chichi porque com tanta transparencia e tantas janelas tao perto e tantos carros e pessoas a vaguear lá em baixo senti-me um quanto tanto observada.
Depois houve a noite do bull. Tentámos ir ao frango assado, já estava fechado. Tentámos ir às pizzas, já estava fechado. Entao, por falta de opçoes, experimentámos o Jhonny’s Utah (que realmente se devia chamar Jhonny’s irrráá) porque na entrada dizia “open until late”. E resulta que 1 – havia um touro mecânco 2 - estavam a filmar um reality show. Jantámos com o divertido espectáculo de ver senhoras bastante acima do seu peso ideal a serem derrubadas pelo touro em frente às câmaras enquanto 5 pessoas gritavam e gesticulavam com entusiasmo sincronizado para um close shot final. Sei que contado nao parece tao divertido mas acreditem, foi hilariante ve-las a lutarem só para se por em cima do touro, depois a rebolarem para nao cair e finalmente a cairem de rabo no colchao e perninhas para o ar.
Foi quase tao engraçado como “How to succed without trying” um ds muitos musicais da Broadway. Mas neste, superando o impensável, Daniel Radcliffe revelou-se melhor do que quando faz de Harry Potter no cinema.
O último grande inesperado que nos aconteceu foi a revoluçao metereológica na visita à Estátua da Liberdade. A propósito, ela é baixinha, cheinha e está de chinelo de praia.O tempo passou de ameaçador com nevoeiro a veraneio com céu azul. E eu, eu que vivia no Algarve e sou meio brasileira, eu que sou morena de olhos castanhos, eu apanhei um escaldao. Enquanto bebia um hot chocoalt. Em NovaYork. Onde as máximas ainda nao passam dos 20 graus, sendo que algum que outro dia nem sequer passaram dos 9. Tao ridículo quanto humilhante.
O caso é que em NY temos de estar preparados para tudo.
E mesmo assim seremos surpreendidos!

Comentários

Anónimo disse…
Teu blog é explendido! tem algum livro? gostaria d adquirir. bjs
Ale disse…
Obrigado pelo elogio! Receber feed back positivo dos leitores é bom de maissss! Livro do blog nao existe (ainda). Em Fevereiro lancei um livro conjunto com novos autores portugueses em celebraçao do Amor. O meu texto chama-se "A economia do romantismo" e também está publicado neste blog. O livro encontra-se facilmente nas livrarias de Portugal, Bertrand por exemplo. Chama-se "Textos de Amor" editado pelo Museu Nacional da Imprensa, é barato e vale a pena!

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