Ser benfiquista é ter na alma um melão imenso...

Depois de meia hora entre os comentários live do jornal i e a tentativa frustrada de instalar os arquivos e códigos que permitem ver a sport tv online, acabei com uma janela de 10cm por 10 cm e dois comentadores argentinos. Respirei fundo, começava a segunda parte do clássico.
Para mim um Madrid – Barcelona onde o Barcelona se pode sagrar campeão da liga é um espectáculo, uma alegria, uma animação! Um Benfica – Porto de onde o FCP pode sair campeão é uma angústia, uma aflição.
A abertura do marcador com um frango e auto golo do Roberto só podia ser um mau prenúncio. Não me admira que o Pinto da Costa o elogie. Recorde-se que nesta altura, por sorte, eu ainda não tinha imagens, vivia do relato online do i e quando o Benfica marcou de penalty cheguei mesmo a pensar que íamos ganhar. Silly little me.
Quando voltei a olhar para o resultado o insuportável Hulk já tinha estragado tudo. Com a ajuda de Roberto, como não?
Enfim, restava a segunda parte, agora já com imagem, pequenina , aos soluços e intercalada com pérolas de comentários de dois argentinos já que a sport tv não quis colaborar com o meu computador. O Benfica não mereceu ganhar mas eu, depois do esforço hercúleo para acompanhar o jogo, não merecia que eles tivessem perdido! A emissão chegava melhor ao Vietname que a Barcelona. E eu continuava ali, firme e forte com o nariz pegado ao ecrã do portátil. Benfica! Benfica! Benfinca!
Mas o Benfica não ouvia. Só nos descontos é que deu alguma resposta. Porém, sem acertar. “Si esta no ha entrado no va a entrar ninguna” dizia um argentino. “La gente se empieza a levantar para irse. Es decepción trás decepción este equipo del Benfica.” acrescentava o outro argentino. É que já nem sequer se tratava de ser Campeão porque o Porto, mesmo perdendo, continuaria um oceano de vantagem de pontos. Era só uma questão de não lhes dar o título na nossa casa, na nossa cara. Um empate e 3.500 dragões já voavam para casa com azia.
Qual quê. Uma derrota humilhante e os dragões não voaram para casa nem com as luzes do estádio apagadas e o sistema de rega aceso por todo o relvado. Fizeram a festa descaradamente. Afinal, estavam a festejar na Luz! E não serviu de nada apagá-la, porque toda a gente viu.

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