A outra ilha

Quem quer terminar as férias ponha a mão no ar. Pois é, imagino que se levantem precisamente tantos braços como quantos acreditam que Mourinho não agrediu o segundo treinador do FCB, porque, segundo ele mesmo afirma, nem sequer sabe quem é. Foi no entanto com bastantes braços no ar que Ciutadella, ex capital de Menorca, aplaudiu esfuziante o final da Super Copa de Espanha onde mais uma vez o Barcelona ganhou e o Real não soube perder, começando pelo treinador português.
Da mesa do restaurante seguíamos os golos pelos gritos das pessoas que sofriam na praça em frente às televisões. Estava emocionante. E a euforia final confirmou quem são os turistas que vão a Menorca. São catalães. Ou italianos, sim, também havia muitos italianos. Mas não se enganem, Menorca não é como Ibiza. Ibiza é universal, Menorca é exclusivo. Começando pelo facto de que quem não tem barco se tem de enfrentar a travessias saarianas de largos minutos e por íngremes caminhos para chegar a qualquer praia. Para viver Menorca como deve ser, o único caminho é o mar. Muitas bahias e praias charmosas não são acessíveis de outra maneira. E desvendar as entranhas de covas e grutas de carro, seria pouco conveniente para o motor.



Assim, os últimos dias de férias foram passados com um pé na piscina e outro no mar, navegando pelos segredos da ilha e passeando pelas pequenas vilas vestidas de noiva, estilo mediterrâneo.



O pôr do sol tem uma cor especial em Menorca e as águas chegam a ser tão transparentes que se poderia tratar de uma qualquer praia tropical do Brasil.





Só despertámos da embriaguez de tranquilidade quando avistámos um guarda-sol em fuga.
- Olha aquele guarda- sol a voar – diz ele, calmo e sereno.
- Corre e vai apanhá-lo! E pede desculpa aos senhores – digo eu, exaltada e preocupada.
- Ah, é o NOSSO guarda-sol?
- Sim!!!

Por sorte o guarda-sol voou sem arrancar nenhum olho ou cabeça da família que estava atrás de nós.
E as férias seguiram de maravilha até aquele momento inevitável e agri-amargo: o regresso a casa.

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