Museu de Ideias

Vendem-no por mais do que vale. Dizem que é um museu que inspira e que apela à criatividade. Dizem que é um museu ao contrário, onde se pode interagir com as exposições e aceder ao andar debaixo escorregando por um tubogan. O tubogan estava fechado e os sinais de “por favor não toque” pululavam pelas prateleiras. Apenas as fotos eram permitidas. As fotos e a experimentação com a “caixa más inútil do mundo”. O meu invento preferido, tão surpreendente e divertido como efetivamente inútil: dá-se ao botão do on e a caixa abre-se para lançar uma alavanca que empurra o botão de volta para o off. E já está.
Por isso têm o cuidado de coloca-la na sessão do “Absurdo” ao lado da esfregona/microfone, para fingir que estamos a participar nos Ídolos enquanto lavar o chão com Sonasol limão.







Para trás fica uma imitação de um aglomerado de gordura corporal que se coloca ao lado de algo que queremos comer mas não devemos. É 100% eficaz. Com o vislumbre desta amálgama gordurosa parece-me impossível comer seja o que for: um cupcake com a mais sedutora cobertura, um fondue de chocolate, um posta de pescada cozida. Que já é difícil de comer por si mesma.
A comida inspirou outras invenções como uma caneca com um buraco, como se fosse uma gaveta, para colocar as bolachas que molhamos no leite ou um spray comestível para grafitar alimentos.
Também havia uma secção futurística que não me convenceu muito com os seus colchoes desmontáveis para facilitar a divisão de bens no divórcio ou as calças de ganga que não tapam o traseiro.
Gostar mesmo gostar, gostei da caixa mais inútil do mundo. E do telemóvel com um sensor de álcool que, passado o limite da sobriedade, bloqueia determinados números de telefone. Citando a descrição do dito cujo “... Ideal para não ligar à sua ex às 4 da manha dizendo que ainda a ama”.

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