Piadolas

http://www.youtube.com/watch?v=YgFAq46tKAI&feature=youtu.be

Saber rir de nós próprios é uma virtude. Rir dos outros é fácil e divertido. Rir de nós próprios é difícil e amarelo.
A questão neste vídeo porém, é de quem é que nos estamos a rir? Dos portugueses ou da ignorância geral dos americanos?
Eu, como boa portuguesa que sou, vou com a segunda opção. Porque conheço pessoalmente o desconhecimento norte-americano sobre o nosso pequeno Portugal. É que quando nós fomos a maior potência económica do mundo eles não existiam. São portanto uns novatos nisto da civilização.
Está bem, hoje são os maiores, mas daqui a 500 anos quem sabe?
É tudo uma questão de tempo. Um conflito de gerações. Como eu não saber usar a máquina de costura e a minha mãe conseguir fazer nela o que quer e o que eu quero. Mas quando tem de usar a máquina fotográfica é o Deus nos acuda e o onde é que está o zoom?
Há 5 anos e troca o passo, conheci em Itália um americano que nunca tinha ouvido falar de Portugal. Nunca. Não sabia se era uma marca de gelados ou um qualquer vocábulo italiano. E quando o situei na luso-geografia ele disse: “Ah sim, mas o vosso idioma é o inglês não é?”. Aí optei por situar-me longe dele. Mas agora de certeza que estes comentários escasseiam. Serão praticamente inexistentes. Porque toda a gente já ouviu falar de Portugal. O Obama até nos mencionou num discurso. Foi um momento bonito, que soou mais ou menos assim “The good news is (...) we are not Portugal...”
Pois é, desde que abrimos as comportas à crise e ao FMI somos muito mais conhecidos no mundo inteiro. Conhecidos como “lixo”, é verdade. É o preço da fama.
Seguindo a lógica, se nao fossemos conhecidos em absoluto como é que os guionistas nos poderiam ter incluído nas aventuras da Christine? Ahh pois é. Se somos mencionados numa mediática série norte-americana, então é porque não estamos tão mal no mapa do reconhecimento.
Ok, a “piada” de que até os portugueses acham que são parte de Espanha é forte. É um golpe duro na nossa identidade nacional.
But then again, quem sou eu para falar quando vivo há 3 anos em Barcelona?

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