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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

Mary Kay

Estava eu humildemente a um canto, porque nos desfiles de moda toda a gente quer estar no centro, quando ela se aproximou. De todas as palavras que debitou, sorridente e energética, recordo apenas aquele troço mágico “sessão de beleza grátis”. Ok. Guardei o cartão sem olhar e avancei para o próximo desfile. Apenas dias depois, quando estava no elevador de um prédio desconhecido a subir para um andar incerto, tendo como destino um rosto de semblante esquecido chamado Sheila, é que se me ocorreu: devia ter lido o cartão, devia ter procurado na internet, devia ter perguntado mais, devia ter avisado o meu namorado... E agora, se isto é tudo uma tapada para uma rede de tráfico de órgãos humanos? Ou de prostituição? Tantos anos sem aceitar doces de estranhos para chegar aos 25 e sucumbir à primeira “sessão de beleza grátis” que me oferecem no meio da rua. Ai se a minha mãe soubesse! Que vergonha... A única coisa que me tranquilizava eram as duas raparigas que subiam no elevador comigo,

14 de fevereiro

2012 começou mal: uma operaçao de emergência aquando de umas mini-férias românticas em veneza que, ironicamente, só podia augurar coisas boas para o futuro porque dores piores que aquelas só mesmo nas torturas medievais. Mas o suceder dos dias nao se desvelou positivo por aí além. O governo subiu os impostos, a compainha da eletricidade “estimou” a leitura do meu contador muitos Kwatts acima da leitura real, as frentes frias da Sibéria conquistaram o Mediterrâneo, já nevou duas vezes em Barcelona e a internet lá de casa deixou de funcionar. Nenhum técnico parece dominar a técnica para reestablecer as conexoes. Já lá vao 13 dias e 3 técnicos, horários incumpridos, promessas que o vento levou, chamadas sábado pela manha. Um serviço de atendimento ao cliente indigno desse nome. Tudo indica pois, a rescisao do meu novo contrato com a Orange. O problema é que só de pensar na mulher máquina a minha paciência estoira, levando com ela todos os rasgos de determinaçao “Olá, bem-vindo à a

Estar in ou estar out eis a questao

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e o que é fashion já não é o mesmo que antes. A spotlight abandonou o Messenger, o Big Brother, a cintura baixa, o corte reto, os filmes a duas dimensões, os happy hours e os restaurantes de comida tradicional. Hoje o que está in são as redes sociais, o Skype, os iphones, os chats gratuitos nos telemóveis, as séries americanas (devidamente sacadas de sites ilegais), a cintura subida, as saias/vestidos assimétricos e os óculos 3D. Os Happy hours são uma questão mais bem legal que de voga posto que foram proibidos pelo governo catalão. Das lacunas da lei nasceram os “After work”, que são a mesma coisa com outro nome. Já os restaurantes de comida tradicional continuam deliciosos mas a recessão parece ter abrandado o desejo de comer cultura. No entanto, não travou a vontade de come fora e não ter de lavar pratos nem limpar as manchas de gordura do fogão. Assim sendo, importaram-se conceitos made in USA e no Japao. Popularizaram-se e m

O informático

Ele disse: - Olá, temos aqui um router que não sincroniza. Eu teria dito: - Olá, estou sem internet e gostaria de saber porquê? Ele respondeu: - É uma live box. Eu teria respondido: - É um router grande, novo e branco. Ele afirmou: - Está a piscar. Eu teria perguntado: - Qual luz é que quer saber? Ele abriu um mini écran negro e começou a escrever códigos. Eu ter-me-ia sentado e suspirado fundo. Ele inquiriu: - Mas também não consegues sincronizar com o router desde aí? Eu teria inquirido: - Mas o que é que se passa que não me sabe dizer porque é que não tenho internet? Ele anuiu: - Já me conectei ao router, diz-me se é preciso configurar alguma coisa. Eu teria anuído: - Veja bem, mudei há uma semana de jazztel para orange. No primeiro dia não tinha internet porque havia uma falha técnica em toda Barcelona, agora, apenas uma semana depois voltei a estar sem internet e não me sabe explicar o motivo nem consertá-lo. Ou me arranja isto já ou mudo outra vez de companhia que com a Ja