14 de fevereiro

2012 começou mal: uma operaçao de emergência aquando de umas mini-férias românticas em veneza que, ironicamente, só podia augurar coisas boas para o futuro porque dores piores que aquelas só mesmo nas torturas medievais. Mas o suceder dos dias nao se desvelou positivo por aí além. O governo subiu os impostos, a compainha da eletricidade “estimou” a leitura do meu contador muitos Kwatts acima da leitura real, as frentes frias da Sibéria conquistaram o Mediterrâneo, já nevou duas vezes em Barcelona e a internet lá de casa deixou de funcionar. Nenhum técnico parece dominar a técnica para reestablecer as conexoes. Já lá vao 13 dias e 3 técnicos, horários incumpridos, promessas que o vento levou, chamadas sábado pela manha. Um serviço de atendimento ao cliente indigno desse nome. Tudo indica pois, a rescisao do meu novo contrato com a Orange. O problema é que só de pensar na mulher máquina a minha paciência estoira, levando com ela todos os rasgos de determinaçao “Olá, bem-vindo à assistência técnica Orange, marque o seu numero de telefone, confirme o seu numero de telefone, para incidências marque 1, para outros assuntos marque 2, nao detecteti nenhuma tecla marcada, para incidências marque 1, para outros assuntos marque 2, se a sua incidencia é relativa a este numero de telefone marque 1, se nao marque 2, se a sua incidencia é um problema técnico marque 1, se nao marque 2, nao detectetei nenhuma tecla marcada, para incidências marque 1, para outros assuntos marque 2, se deseja falar com um técnico marque 1, se nao marque 2, nao detecteti nenhuma tecla marcada, para incidências marque 1, para outros assuntos marque 2 (...)”. Nota: comprar uma capa insuflável e acolchoada para o iphone, para poder atirá-lo contra a parede cada vez que tenho de ligar à Orange. O frio atacou as minhas defesas, com a potencial ajuda de uma sexta-feira de borga culminante, e desde Sábado que me dói tudo, que se me escorre o nariz, sangrando esporadicamente, e me salta a graganta pela boca. Nao obstante trabalho. De dia. E de noite. E sem internet em casa. Sim, estou a tomar alguma coisa. Estou a tomar muitas coisas até: xarope, pastillas Dr. Andreu (“las de toda la vida!” dizem), Iboprufenos e Frenadol. Mas os meidcamentos têm-se revelado tao bons como os técnicos da Orange. Ou seja, inúteis. Estou especialmente desiludida com o frenadol, que tem uns anúncios tao giros na televisao e depois é esta decepçao. Além de que dá muuuuito, muuuuito, muuuuito sono. O Dr. Andreu ”de toda la vida” deve ter deixado de fazer efeito na viragem do milénio, como as Spice Girls. E é assim: com significativamente menos dinheiro no banco, sem internet em casa, a tiritar de frio e de nariz tapado, garganta constrangida, voz débil e olhar cansado, que chego a este S. Valentim 2012. Já recebi uma prenda e nao tenho nada para dar. Nao tive tempo, nem ânimos de comprar. Nao há programa romântico porque esta noite também me toca trabalhar. Entendo perfeitamente se ele me deixar, férias românticas no hospital de veneza seguidas de dia dos namorados a trabalhar e sem presente é um pouco aborrecido. Eu cá chateava-me!
A boa notícia é que face a este panorama, só podem vir coisas melhores nao é?

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