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A mostrar mensagens de Abril, 2012

"I have a dream..."

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Depois da saga do arranjo do elevador que me deixou 3 semanas a subir e a descer 9 andares 4 vezes por dia. Depois da efeméride do gás que me deixou com água fria a meio do banho uma, duas e mais outra vez, não obstante as 3 visitas dos técnicos da Junkers. Depois de uma invasão de formigas que vão e vêm não sei de onde. Decidi procurar outras opões de vivenda. Vá-se lá saber porquê... Após várias incursões internáuticas encontrei este duplex de desenho, com acabados de luxo, 120 metros quadrados, um plasma na cama, um projector, duas casas de banho e, e, e, e… uma banheira de hidromassagem! Foi amor à primeira vista. Um amor louco, um sonho feito realidade, um pairar de alegria nas nuvens. E a agência até se chama “skyflats”. É um sinal divino. Mas o melhor de tudo (depois da banheira de hidromassagem), é que eu até podia pagar a renda. São só 25€* mais do que o aluguer do meu ático de 30 metros quadrados com mais 15 de varanda. Sem desenho, nem luxos, nem plasmas, nem projector

Um clássico

Clássico é o ballet. Clássico é o Da Vinci. Clássico é o Mozart. Clássico é o Homero. Clássico é o Partenon. Clássico é um Chrysler dos anos 50. Um Barça – Madrid é bem mais uma tourada que um clássico. São 11 marmanjos de cada lado aos pontapés numa esfera, com sistemáticas escupidelas para o relvado e insultos que caem como chuva em noite tempestade. E depois andam todos à batatada. Sempre. Pior que o Mercado do Bolhão. E no entanto é assim que lhe chamam - “El clássico”. Aqui, aí e na home page da skyports. Na verdade, o nome é irrelevante quando soam outros como Mourinho e Guardiola, Messi e Cristiano, Puyol e Casillas, Piqué e Sergio Ramos, Xavi, Iniesta, Dani Alves, Busquets, Pedro, Valdés… Desculpem lá, mas é que conheço melhor a equipa da casa. Os “culés”. Insígnia que deriva de que no primeiro estádio desta equipa, estádio humilde e pequeno, quando os espectadores se sentavam nas últimas bancadas a gravidade fazia as calças descerem ligeiramente e quem passava ,di

Um banho de água fria (muitas vezes)

Agora que o elevador voltou aos seus regulares descensos e ascensões, os técnicos da Afortis elevadores deixaram de ser alvo dos meus mais secretos desejos homicidas. E o meu rabo começou a perder firmeza, porque subir e descer 9 andares 4 vezes ao dia todos os dias, causava o seu impacto nos glúteos. Felizmente, a circulação vai de veia em poupa já que a água quente fica fria, cada vez que tomo banho. É a revolta do aquecedor, diz que está em greve. A primeira foi no mês passado, uma quarta-feira pela noite, quando já não havia ninguém para atender o telefone da Junkers aquecedores. No dia seguinte já havia gente para atender o telefone mas os técnicos não estavam disponíveis. Sexta-feira, comoo que já não havia eram desculpas, lá veio um técnico para dizer que o calcário tinha dado cabo do bichinho. Que era preciso substituir uma peça mas, claro, só podia pedir a peça na segunda-feira, não fosse isto um país mediterrâneo. Foram 5 dias seguidos sem água quente com temperatur

Pascoas felizes

La Palma. La Mona. A quinta-feira Santa. O folar. As amêndoas. A sexta-feira Santa. A festa é a mesma, as celebrações diferem em nomes, costumes e dias. O importante é que há férias para todos de Portugal à Catalunha. E da Catalunha a Portugal a semana Santa não foi muito abençoada pelo sol mas, como cada ano, satisfez as duas adorações antitéticas que a marcam a sua especificidade: a adoração dos martírios de Cristo e a adoração dos ovos e coelhos de chocolate. Na primeira, as pessoas enchem-se de alegria para participar em tristes e solenes procissões, comandadas por estátuas religiosas, devidamente recatadas da chuva. Na segunda, onde eu sou devota, as pessoas enchem-se de alegria para esvaziar o bolso nas apetitosas montras de chocolates esculturais. Quando era pequena os meus pais compravam doses industriais de kinder surpresa e escondiam-nos por toda a casa. Era um apogeu semelhante à manha de Natal, essa busca incessante até encontrarmos todos os ovos: detrás das mo

Nao vejam!

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Ontem fomos ao cinema, de comúm acordo com o filme a visionar: REC 3. Uma produçao espanhola, perdao, catala! Qualquer pessoa que tenha visto Rec1 e Rec2 tem uma curiosidade fumegante pela sequela final. Qualquer pessoa também devia saber que as sequelas sao, regra geral, baldes de água fria em Janeiro. Esta sequela nao fugiu à desilusao. Nao era má. Era pior que isso. Um misto de terror à base de sumo de tomate com humor tonto e nenhum sobrevivente. A pessoa sai da sala sem saber se viu um filme de terror ou uma nova versao do Scary Movie. Como nao havia peitos com loiras exuberantes e burras a correr dentro de uma t-shirt molhada, acabamos por acreditar que se tratava do Rec. Para quem nao sabe, os Recs têm a particularidade de serem vistos desde o ângulo de alguém que está a filmar o que se passa. E o que se passa é que há uma infeçao contagiosa provocada pelo demónio e cuja fonte de propagaçao é, adivinhem, uma menina portuguesa! "La niña Medeiros” vive (já bastante decompo